Mini Entrevista aos Presidentes da Junta

Mini Entrevista aos Presidentes da Junta

Os Presidentes da Junta é o mais recente projeto humorístico de Hélder Medeiros (Helfimed) que poderá ser visto em direto no YouTube e no Facebook todas as quintas-feiras, em que Valquírio Barcelos, João Manuel Gregório, Tiago Rosa e Luís Rego se “convertem” em candidatos à presidência da Junta, fazendo as mais hilariantes promessas eleitorais.

Não sabes em quem votar, queres saber mais sobre os candidatos e suas medidas de melhoramento da freguesia? Então tens de ler estas mini entrevistas a todos os candidatos e ao mentor do projeto, Hélder Medeiros.

 

Entrevista a Hélder Medeiros (Mentor do projeto Os Presidentes da Junta


1 – O Hélder Medeiros (Helfimed) é o maior YouTuber açoriano com milhares de subscritores no seu canal, 200 000 seguidores nas redes sociais e cerca de 15 milhões de visualizações dos seus vídeos. Como tudo começou? O que o motivou a ser YouTuber? E isto numa época em que ainda não se cogitava que ser YouTuber pudesse algum dia vir a ser considerada uma profissão.

Nada me motivou a ser YouTuber, porque quando comecei a fazer vídeos, ser YouTuber era uma coisa que nem existia.
Comecei em 2006, quando criei uma conta no YouTube e comecei a fazer upload de vídeos. Na altura ainda não se falava em YouTube enquanto plataforma de criação de material original e nem se imaginava que seria o que é hoje. Criei a conta na altura porque precisava basicamente de um sítio onde armazenar os vídeos que tinha feito e clips de atuações ao vivo para enviar para as pessoas que conhecia.
E foi esta a única utilidade da minha conta no YouTube até 2008.
Em 2008, comecei a produzir os meus próprios vídeos e tive bom feedback. Fiquei entusiasmado com a reação das pessoas e comecei a ganhar confiança e uma base muito tímida de seguidores. Estou a falar de 50, 60, 100 pessoas… E pronto, as coisas foram fluindo, e cá estamos…

2 – Onde vai buscar inspiração para os seus vídeos? E quando ela falha e se deixa dominar pela preguiça, como faz para vencer a procrastinação?

Isto pode soar a cliché, mas as minhas fontes de inspiração são basicamente os episódios do quotidiano. Pego em episódios comuns, como receber uma chamada do telemarketing, ou esquecer onde está o telemóvel, ou uma viagem à América, e dou-lhe um tratamento humorístico muito assente no nonsense.
Quando a inspiração falha, aí tenho de me apoiar na técnica. Nos momentos poucos inspirados, uma pessoa usa técnicas de escrita para complementar a falta de inspiração e tenta cavalgar a onda de preguiça até ela passar. Ceder à preguiça é que não pode ser.

3 – Com uma grande proliferação de YouTubers na atualidade tem sido fácil cimentar o seu lugar neste espaço?

Não vejo o YouTube como uma competição, e talvez esta seja a minha maior falha. Para mim fazer vídeos é um escape criativo, é algo que eu faço e pelo qual tenho a sorte de ser reconhecido. Se tal não acontecesse, se não tivesse público a seguir-me, tenho 90% de certeza que fazia os vídeos à mesma.
Isto para dizer que “cimentar lugares” é algo que não faz parte dos meus objetivos. Faço o que gosto e enquanto houver pessoal disposto a aturar-me, dou-me por agradecido.

4 – Em 2019, estreou o seu próprio programa na RTP Açores. Como surgiu essa oportunidade? Conte-nos um pouco sobre essa experiência.

A oportunidade surgiu de um interesse mútuo em fazer algo de diferente e tive a sorte de conseguir a confiança da RTP-Açores para fazer o que eu bem quisesse. Na altura, não pretendi mostrar um tipo específico de humor, apenas o meu humor, o que me sai da alma, muito pessoal e genuíno.
Quem me conhece da Internet e dos meus vídeos do YouTube já sabia com o que podia contar, com boa disposição, com bons textos e vídeos bem produzidos, e foi isso que tentei fazer.
Foi uma experiência cansativa, mas muito recompensadora. Adorei cada momento.

5 – O seu mais recente projeto humorístico é, precisamente, “Os Presidentes da Junta”, que poderá ser visto em direto no YouTube e no Facebook todas as quintas-feiras (anteriormente às sextas). De onde surgiu essa ideia e como esta tomou forma? Qual tem sido a recetividade do público?

Bom, a ideia surgiu porque, como em tudo, em termos de humor uma pessoa não pára de crescer e de evoluir.
Ou seja, a pessoa que eu era há 10 ou 15 anos não é a pessoa que eu sou hoje e, como tal, o meu humor evoluiu comigo. Para o bem ou para o mal.
Por isso é que muitas vezes me pedem para fazer mais destes ou daqueles vídeos que eu fiz para o YouTube há 10 anos e eu digo que já não consigo, porque no entretanto o meu humor já se transformou noutra coisa qualquer.
E isto é bom, penso eu, tanto para mim como para quem me segue.
Por isso é que, neste momento da minha vida, senti que um projeto como “Os Presidentes da Junta” era algo que fazia sentido.
A partir daí foi a questão de convidar as restantes partes que compõem o elenco; convidei 4 amigos cujas personalidades penso que se contrastam e complementam nas doses certas e pronto… O resto é diversão.
O público tem sido muito recetivo e interativo, o que tem tornado toda a experiência ainda mais inspiradora.

 

Entrevista a Valquírio Barcelos

1 – O candidato Valquírio, apesar de ser o mais jovem, tem um vasto currículo. Pertenceu aos Tunídeos, foi presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores e foi membro fundador da Urkesta Filarmoka. De que forma esta sua grande experiência moldou o seu carácter e faz de si o melhor candidato para a presidência da Junta?

Além deste currículo profissional, ainda tenho “passatempos” como gestor. Desde criança sempre tive aptidão para fazer os outros sorrir e de fazer a minha mãe pegar de cabeça. Além dessa aptidão também me tornei num óptimo corredor, cheio de reflexos, só de me desviar dos chinelos da minha mãe. Desde cedo tive interesse pela música, cantorias, comédia, bailinhos… Algo que nasce com a maioria dos terceirenses, mas, sem dúvida, foi nos Tunídeos e mais tarde na Urkesta Filarmoka que consegui exprimir e melhorar os meus conteúdos humorísticos. A passagem pela presidência da AAUA foi algo que mudou a minha vida, pois pela primeira vez geri equipas, lutei e defendi os interesses dos “fregueses” da universidade dos Açores. Sem dúvida a junção dessa minha experiência com a minha juventude fazem de mim o ideal candidato para a junta.

2 – O facto de ser administrador e criador de conteúdos humorísticos para o grande grupo de Facebook “Fãs do Tiaguim” granjeou-lhe grande popularidade nas redes sociais. Não acha que, com isso, a sua eleição para presidente da Junta não estará já no papo? Ou prefere não arriscar e ainda tenta conquistar os fregueses?

Ser administrador do grupo dos “Fãs do Tiaguim” foi um ponto alto na minha carreira, assim como a subida da Serra de Santa bárbara, Pico Alto e Morro Alto. Infelizmente nunca subi o Pico, pois ficava sempre a “vindimar”. Não me considero ser uma pessoa popular nas redes sociais. Para terem noção, o meu Instagram, que é a página que partilho a maior parte do meu conteúdo humorístico, tem 800 seguidores, a do Helfimed, comparando, tem 15 mil. Obviamente que ao fazer parte do grupo consegui chegar a um público diferente.
Na vida sempre me pautei por respeitar os outros e ser humilde, trabalhando pelos sonhos e objectivos, logo nunca nada está no papo. Prometo que conquistarei a confiança dos meus fregueses todos os dias… Antes e depois da eleição.

3 – Na sua campanha política afirma que quer mais verdade, cultura, educação, saúde e animação na freguesia. Quais são as suas medidas para implementar esses ideais na nossa terra?

Qualquer freguesia que não se baseia nesses pilares (acrescentaria ainda a justiça) não vai ser uma freguesia com grande futuro e com fregueses felizes. Ao fim ao cabo, a vida resume-se a sermos felizes e a vermos o programa “Os Presidentes da Junta”. De quinta-feira a quinta-feira tentarei transmitir a todos as minhas ideias e medidas. Para vocês deixo apenas a primeira medida que vou tomar… Comprar uma fita métrica para fazer melhor as outras medidas.

 

Entrevista a Tiago Rosa

1 – O candidato Tiago Rosa é conhecido pela sua conduta tão sábia e ponderada quanto a de líderes como Kim Jong Un e Pinto da Costa. De que forma essa sua sensatez e visões acirrantes poderão ser benéficas para a freguesia?

nuances importantes nestes dois gurus da sabedoria: enquanto que Kim Jong Un é conhecido pela sua ditadura, Jorge Nuno é conhecido por ainda ter “a dita” dura… Apesar da provecta idade.
É nesta duplicidade que eu me revejo e, se for Presidente da Junta, isto será muito benéfico.

2 – Sabemos também que segue a filosofia do grande Mestre Splinter, grande mentor das Tartarugas Ninja. O que é que aprendeu com os seus ensinamentos e como estes poderão beneficiar a freguesia?
Reparo que está muito focada nos benefícios, ou então fez estas perguntas à pressa e nem reparou que pergunta duas vezes a mesma coisa… Vê? Com Splinter é isto que eu aprendi: a dar respostas que você nunca viu antes, ou seja, respostas ninja.
A resposta ninja é uma coisa que eu estou a patentear agora e cujos lucros irão inteiramente para a Freguesia!

3 – É uma pessoa muito ocupada: trabalha numa farmacêutica, escreve, faz espetáculos de Stand Up Comedy e é bonsaísta nos seus tempos livres. Como irá conciliar tudo isso com o cargo de presidente da Junta? O que faz de si o melhor candidato?
Como Presidente da Junta irei implementar uma mudança de hora, mas não é adiantar ou atrasar o relógio! Não. Eu vou implementar dias com 26 h e 3 minutos. Desta forma terei mais mais tempo para os meus hobbies.
Quanto ao que me faz ser o melhor candidato não sei bem, mas talvez o facto de oferecer os melhores sacos de cimento e baldes de tinta para suborn… ehr… “apoiar” os munícipes.

 

Entrevista a João Manuel Gregório

1 – O candidato João Manuel Gregório é natural de Ílhavo, no continente, mas vive nos Açores desde 1986, e pretende candidatar-se à presidência da junta em São Miguel. Acha que o facto de ser continental o deixa em desvantagem em relação aos candidatos açorianos?

Claro que não. De todo. Já levo 34 anos de vida nos Açores contra os 18 anos de juventude na minha terra de origem.Tenho duas filhas  concebidas em pedra de lava, algures entre grotas, ribeiras, vales e vulcões. Já sou lava desta terra, por ela estremeço que nem placa tectónica. A minha alma é quente, hidrotermal, terapêutica e simultaneamente pura e fresca como a ribeira e a chuva que mantém o verde estonteante do meu regalo. O meu coração é grande, profundo, firme e azul, como o mar, palpitando entre a bonança e a tormenta conforme a localização do anticiclone dos Açores. Se tenho uma raiz continental, o meu destino, frondoso, estava traçado por Zeus que seria todo ele ilhéu e Atlântico…

2 – Foi professor de História e atualmente trabalha na Direção Regional da Ciência e Tecnologia. Como a sua experiência profissional poderá fazer de si o melhor presidente para a nossa junta?

Mas é óbvio que me sinto melhor preparado do que qualquer um dos outros candidatos para ser o presidente da Junta. A minha formação e experiência profissional são determinantes e falam por si. História é passado, memória e identidade. O conhecimento profundo do passado, dos sucessos, das proezas, mas também dos erros, permite compreender melhor o presente, responder e solucionar com eficácia os problemas, enfrentar com determinação os desafios e, assim, preparar melhor o futuro. E o futuro depende da forte aposta no conhecimento, na ciência, na Tecnologia e inovação. A minha formação humanista e histórica, por um lado, e, por outro,  o meu conhecimento dos programas, políticas de incentivo do sistema científico, tecnológico e de inovação, são uma mais valia para fomentar o investimento na nossa freguesia e fixar nela investigadores, empresas e centros de competência altamente qualificados. Dessa forma a freguesia poderia concorrer a nível internacional com o MIT ou com Silicone Valey.

3 – Quais seriam as principais medidas que tomaria para melhorar a freguesia se fosse seu presidente? Daria destaque a iniciativas que fomentassem o ensino da História, Ciência e Tecnologia?

Sem sobra de dúvida. Apostaria na educação. Uma sólida formação histórica e humanista são essenciais à formação da nossa identidade e à união enquanto povo que preserva os seus valores, mas também que compreende o outro e com ele se relaciona, através do respeito e tolerância, prosseguindo o desenvolvimento civilizacional. Dessa forma evitar-se-iam os conflitos e extremismos que atualmente vemos nas notícias, resultantes da ignorância, do preconceito, do ódio e do medo.
A ciência, a tecnologia e a inovação, por sua vez, são a alavanca ou o motor do futuro. São os meios para se atingir, com ética, o bem estar económico, social, ambiental e o progresso integral da humanidade.

 

Entrevista a Luís Rego

Luis Rego

1 – O candidato Luís Rego desempenhou funções como redator publicitário, trabalhou em diversas agências de publicidade de renome e ainda escreve livros surrealistas, o que faz com que os fregueses esperem de si medidas extremamente criativas. Quais as medidas mais surrealistas que pretende implementar na freguesia?

Entre lançar um foguete para o espaço a partir da freguesia, enviar um grama de xamon para todas as moradas, ou mesmo contratar o Mário Centeno para equilibrar as contas da junta venha o diabo e escolha. Penso que é esta faceta surpreendente que tem cativado os eleitores. Gente para roubar, pilhar, mentir e enganar já estamos todos um pouco fartos. Por isso, viso roubar, pilhar, mentir e enganar, mas noutro registo. Um registo humorístico e surrealista que também nos vai deixar na bancarrota, e com dores na barriga… De tanto rir.
2 – O Luís Rego demarca-se dos restantes candidatos pela polivalência, em que imperam a moderação e o centralismo ideológico. De que forma a freguesia poderá beneficiar com um presidente, citando as suas próprias palavras, ‘coxo’?

A moderação é uma capa que o meu relações públicas me ajuda a vestir. Curiosamente o mesmo que escolhe as capas que o Senhor Santo Cristo usa durante as festividades. Essas capas visam ocultar a falta de moderação que tenho por natureza. É estratégico não andar para aí a derrubar estátuas e a lançar cocktails molotov à polícia. Até porque sou para o franzino e podia-me magoar. É esta sensibilidade que me faz cair no centro, no ponto de caramelo da moderação, para deste modo poder falar mal de todos sem excepção.

3 – Não acha que essa mesma conduta ‘centrista’ e equilibrada poderá afetar a sua eleição como presidente da junta, principalmente agora em que vivemos num contexto histórico em que cada vez mais se promovem os extremismos?

A minha esperança é mesmo esta. Entre participar numa manifestação pró LGBT, ou contra LGBT fico em casa a comer pipocas e a ver um filme. Mais ou menos o que todos os eleitores vão fazer no dia das eleições em vez de irem votar. Perdemos todos, até eu, que volto a deixar aquela saia plissada cor de rosa no armário em vez de a levar para as urnas.

 

Biografias de Hélder Medeiros e dos candidatos a Presidentes da Junta:

 

Hélder Medeiros é produtor de conteúdo multimédia para a Internet.

Nos últimos anos tem-se destacado internacionalmente na área do entretenimento, sendo o autor do canal de YouTube HELFIMED, onde conta atualmente com milhares de subscritores.

Neste momento tem um número combinado de cerca de 200 mil seguidores nas redes sociais e só no YouTube conta com cerca de 15 milhões de visualizações nos seus vídeos.

Já participou também em vários projetos televisivos, tendo inclusive estreado o seu próprio programa na RTP-Açores em 2019.

 

Valquírio Barcelos de 34 anos é um candidato “natural” da ilha Terceira, pois se nascesse mais a norte era “fresquinho” da Islândia. Sim, as temperaturas açorianas são mais amenas que as islandesas. Nasceu no “seio” de uma família agropecuária, mas candidata-se à junta não para ter uma “mama”.
Em 2004, veio para estudar gestão na Universidade dos Açores onde se destacou em cadeiras como “gestão de trocos até ao final do mês”. Pertenceu a grandes grupos académicos e aos Tunídeos também, assim como foi presidente da AAUA.
No seu currículo, foi fundador da banda Urkesta Filarmoka, de uma empresa de gestão de arrendamentos, trabalhou em empresas de gestão de projectos, foi relações públicas de bares e restaurantes e o seu ex-libris foi ser administrador da página “Os fãs do Tiaguim”. Seus pais sobreviveram ao Ultramar e Revolução, e ele sobreviveu à quarentena da Covid 19.
É uma pessoa dinâmica, alegre, trabalhadora e responsável por muitas tolices e histórias divertidas.
Sente-se sortudo por ser uma pessoa bem resolvida na vida, saudável (nunca quis fazer exames ao fígado), por ter uma família e amigos fantásticos e também por ter ganhado 56 euros no Placard depois de ter investido e perdido 200 euros.
Os seus pontos altos na carreira foram ter subido a Serra de Santa bárbara, Morro Alto e Pico Alto, infelizmente nunca subiu o Pico, pois ficou sempre preso no Cais Agosto.
Nos tempos livres é gestor e responsável pelo restaurante Quinta dos Açores em São Miguel.
Apaixonado pelos Açores, candidata-se à “Junta” para ter uma “freguesia” com mais verdade, cultura, educação, saúde e muito mais feliz e animada, pois o que lhe mais deixa feliz na vida é ter os seus próximos e habitantes com um sorriso nos lábios (não como o Joker do Batman).

 

O candidato Tiago Rosa é um homem que filosoficamente segue os ensinamentos do sábio Mestre Splinter (mentor de génios como Rafael, Donatello, Miguel Ângelo e Leonardo… As Tartarugas Ninja). No âmbito político rege-se pela conduta sábia e ponderada de grandes líderes como Kim Jong Un, Trump e o próprio Pinto da Costa.

Nos tempos livres, Tiago Rosa, nascido em Coimbra em 1979, trabalha numa farmacêutica portuguesa e desde 2001 arranja tempo para a escrita e para espetáculos de comédia e stand up comedy.
Passatempo favorito: bonsaísta.

 

Luís Rego é um candidato polivalente. Tanto entra pela esquerda como pela direita, mas é o centro, onde a moderação impera, que melhor explana o seu jogo político. Popular sem ser populista, demagogo sem fazer fazer demagogia, mente sem ter que fazer promessas. A freguesia precisa de um coxo assim, talvez até mais do que precise de um presidente.
Nos seus tempos livres desempenhou funções como redator publicitário na agência de publicidade multinacional McCann Erickson, passando, mais tarde, pela Fisher Portugal, o maior grupo de comunicação da América do Sul. Foi Diretor Criativo da HDG Açores, agência que ficou conhecida por ter criado a Marca Açores. Teve estreia literária em 2012 com o livro infantil O Arranha-Céus Horizontal. Em 2018 lança A Fajã de Cima, ou como a bota de cano se tornou mais atraente que o salto alto, em Ponta Delgada, Lisboa e Algarve. Em 2019 lança Um Natal nos Açores, ou como o Pai Natal trocou as botas de cano pelos chinelos, com ilustrações de Sara Azad e continua muito impressionado com “A Pomba” de Patrick Suskind. Mas, Giorgio de Chirico, Max Ernst e Júlio Pomar são as suas verdadeiras inspirações.Currículo:
Colaboração com o Jornal Correio dos Açores. 1997
Copywriter McCann Erickson. 1997/2006
Copywriter Fischer Lisboa. 2006/2007
Copywriter e Director Criativo HDG Açores. 2007/2016
Autor “Arranha Céus Horizontal” 2012. (Livro infantil)
Autor blog Luis Anton Ego e Ilha da Mãe. 2009/2017
Autor participante na Revista Literária Grotta, nº2, nº3, nº4 2017/2018/2020
Autor “A Fajã de Cima, ou como a bota de cano se tornou mais atraente que o salto alto.” 2018 (Ficção)
Autor “Um Natal nos Açores. Ou como o Pai Natal trocou a bota de cano pelos chinelos.”
2019 (Livro Ilustrado pela Sara Azad)
Autor participante no livro de contos “Este ano desembrulha o espírito de Natal” com o conto “O Frango de churrasco do Pai Natal”.
Autor do site www.luisrego.pt (2019)

 

João Gregório nasceu em 1968, ano da guerra do Vietname, dos movimentos estudantis de maio e da morte de Luther King, pronunciando-se logo aí um destino na luta por causas que nunca abraçou de forma ativa. Natural de Ílhavo, entre o campo e a ria, entre a terra e o mar, entre a batata e o bacalhau…salgado, pois, tendo sido o pai marnoto nas salinas… Jovem pacato e ordeiro, marinheiro e lavrador, operário e ainda folião nas horas vagas, como estudante promissor veio parar às ilhas, em 1986, motivando-o uma carreira profissional no ensino da história. De novo em “terra de mar” facilmente criou raízes e ficou “basaltificado”. Fundador da melhor tuna universitária de todos os tempos, os Tunídeos, cedo revelou arte e engenho para a música e comédia, sendo esta última o seu ofício predileto.
Depois de ter passado pelo ensino, durante uma dúzia de anos, atualmente passa os tempos livres na Direção Regional da Ciência e Tecnologia a gerir programas de incentivos nesta  área.

 

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