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Webinars sobre o futuro dos museus açorianos

Outubro 21 @ 16:00 - Novembro 13 @ 17:30

A Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, através da Direcção Regional da Cultura (DRC), promove, nos dias 14 e 21 de Outubro, e 11 de Novembro, entre as 16h00 e as 17h30, a realização de um ciclo de seminários online, intitulado “Entre o digital e o presencial: Que futuro para os museus açorianos?”, através da página de Facebook da DRC.

Inspirado no tema lançado pelo Conselho Internacional de Museus em Portugal (ICOM) para celebrar o Dia Internacional dos Museus em 2021, e com vista a reflectir a transformação profunda da sociedade e, em particular, dos museus e seus profissionais, o ciclo de webinars visa igualmente debater a literacia e estratégia digital dos espaços museológicos regionais.

Assim, no dia 14 de Outubro, o primeiro seminário subordinado ao tema “O futuro dos museus: recuperar e reimaginar”, que contará com as intervenções de Nuno Ribeiro Lopes e Sara Barriga, moderadas por Teresa Mourão, debaterá as estratégias dos museus na valorização não só do património cultural, como na mediação cultural e na sua responsabilidade social, no que concerne às acessibilidades e à inclusão de diferentes públicos.

O segundo webinar, que se realizará a 21 de Outubro, com a participação de Ana Lúcia Almeida e Helena Barranha, moderada por Maria Vlachou, denominado “Literacia Digital”, pretende incidir sobre as necessidades, o potencial, os desafios e os receios da mediação digital, através de novas tecnologias, e das redes socais, na relação cultural e patrimonial do museu com o seu público.

A terceira conferência, a 11 de Novembro, sobre “Estratégia digital”, será dinamizada pelas comunicações de Gonçalo Trindade e Teresa Campos, moderadas por Sandra Garcia, na qual se propõe a definição de políticas que procurem englobar normas de preservação e de conservação digital do património cultural açoriano.

 

Biografias dos conferencistas:

Nuno Ribeiro Lopes, arquitecto, licenciado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto em 1977 e membro do ICOMOS-Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, exercendo cargos nos órgãos sociais do ICOMOS-Portugal desde 2007, foi docente convidado no Mestrado em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico da Universidade de Évora, e formador em cursos de Reabilitação de Edifícios em Núcleos Urbanos Antigos da Universidade de Coimbra, em 2011 e 2012.  Incumbido do projecto e obra do Bairro da Malagueira, em Évora, de 1979 a 1996, director do Departamento do Centro Histórico de Évora, de 1996 a 2002, foi responsável pelas candidaturas, junto da UNESCO, da “Paisagem Protegida da Vinha da Ilha do Pico” (2003), classificada como Património Mundial da Paisagem Cultural, em 2004, e da “Universidade de Coimbra – Alta e Sofia” (2012), classificada como Património Mundial, em 2013. É autor de vários projectos e obras, entre eles, nos Açores, a Casa de Apoio à Montanha do Pico, o Centro de Visitantes da Furna do Enxofre e o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, obra seleccionada para o prémio de Arquitectura Contemporânea “Mies Van Der Rohe”, em 2009, pela União Europeia. Foi Director Regional da Cultura dos Açores, de 2012 a 2018.

Sara Barriga Brighenti, especialista em museus, educação e programação artística, é actualmente subcomissária do Plano Nacional das Artes. Foi directora do Museu do Dinheiro do Banco Central de Portugal, responsável pela instalação do Museu, plano de exposições, edições, programas públicos e projectos com as comunidades. Antes, tinha sido coordenadora de educação do Museu Casa das Histórias Paula Rego e assessora para os sectores de educação e envolvimento de públicos em teatros, museus e património cultural. Assessora do Ministério da Educação para o currículo do ensino artístico especializado, participou em projectos-piloto da UNESCO e do Alto Comissariado para as Migrações relacionados com as artes, cultura e educação. Formadora de educação em museus, programação cultural, e professora de arte, trabalha como mediadora independente para museus de arte contemporânea e património em Portugal.

Teresa Mourão é directora do Departamento de Museus, Conservação e Credenciação da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), desde 2016, tendo desempenhado anteriormente o cargo de Chefe de Divisão de Museus e Credenciação do mesmo departamento, entre 2012 e 2016. Representante da DGPC no Observatório Ibero-Americano de Museus do Programa Ibermuseus e na Delegação Portuguesa na International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA), representando Portugal no Grupo de Trabalho de Museus e Memoriais. Foi técnica superior do Instituto Português do Património Arquitetónico e do sucedâneo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. É licenciada em História, variante de Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Mestre em Museologia e Património Cultural, pela mesma faculdade, e pós-graduada em Gestão e Empreendedorismo Cultural e Criativo pelo Instituto Universitário de Lisboa.

Helena Barranha, doutorada em Arquitectura, pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 2008, com Mestrado em Gestão do Património Cultural, pela Universidade do Algarve, é professora auxiliar no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, e Investigadora no Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, onde integra o Grupo “Museum Studies” e coordena o cluster de Arte, Museus e Culturas Digitais. Foi directora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, entre 2009 e 2012, investigadora responsável no projecto “unplace: um museu sem lugar” (2014-2015) e cocoordenadora do projecto colaborativo internacional “Post-Internet Cities” (2017). As suas actividades de investigação centram-se actualmente no património cultural, na arquitectura de museus de arte contemporânea e nas culturas digitais, temas sobre os quais tem realizado várias conferências e publicações, tanto em Portugal como noutros países. É membro da Associação Acesso Cultura, do ICOM-Portugal e da Europeana Network Association.

Ana Lúcia Almeida licenciou-se em Português-Inglês, na Universidade dos Açores, em 1988. Pertence ao Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade. Foi chefe de Divisão de Inovação Educativa da Direcção de Serviços de Formação e Inovação, na Direcção Regional de Educação, de 1994 a 1997, e responsável pela disciplina de Literatura Infantil dos Cursos de Professores de 1.º Ciclo e Educadores de Infância, da Universidade dos Açores, em 2006 e 2007. Desde 2008, que coordena o Serviço Educativo e o Gabinete de Informação do Museu de Angra do Heroísmo.

Maria Vlachou, consultora em gestão e comunicação cultural, é membro fundador e directora executiva da associação Acesso Cultura; autora do blogue “Musing on Culture”; gestora da página de Facebook “Museum texts/Textos em Museus”; e cogestora do blogue “Museums and Migration”. Participa actualmente no projecto europeu RESHAPE – Reflect, Share, Practice, Experiment, sendo membro do grupo “Arts and Citizenship”. Directora de comunicação do São Luiz Teatro Municipal (2006-2012) e responsável de comunicação do Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva (2001-2006), foi membro dos corpos gerentes do ICOM Portugal (2005-2014) e editora do seu boletim. Além de consultora do Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva e da Comissão Cultural da Marinha, colaborou com os programas “Descobrir” e “Próximo Futuro”, da Fundação Calouste Gulbenkian. Membro da ISPA – International Society for the Performing Arts, é ex-aluna do DeVos Institute of Arts Management at the Kennedy Center for the Performing Arts (Washington, 2011-2013); mestre em Museologia, pela University College London (1994), com estágios realizados no Petrie Museum of Egyptian Archaeology e no Natural History Museum; licenciada em História e Arqueologia (Universidade de Ioannina, 1992).

Gonçalo Trindade, licenciado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, pela Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, é, desde Janeiro de 2021, responsável pela área da Transição e Transformação Digital na Secretaria Regional da Cultura, da Ciência e Transição Digital, no Governo dos Açores, tendo antes, entre 2017 e 2020, integrado a Estrutura de Missão de Modernização e Reforma da Administração Pública Regional dos Açores e, entre 2015 e 2017, coordenado o Projecto de Apoio à Melhoria da Qualidade e Proximidade dos Serviços Públicos. Entre 2011 e 2015, trabalhou na Agência para a Modernização Administrativa I.P. (AMA), Presidência do Conselho de Ministros; e, entre 2007 e 2008, foi consultor na área da governação electrónica, simplificação administrativa, tendo coordenado o Projecto Sistema da Indústria Responsável (SIR), articulando diversas tutelas e entidades envolvidas e o Projecto Regime de Exercício da Actividade Industrial (REAI), além de ter representado Portugal na Comissão Europeia, na área de eGovernment, bem como a AMA em grupos internacionais; tendo participado no projeto EUPAN – European Public Administration Network, com vista à redução de cargas burocráticas para os cidadãos.

Teresa Campos foi assessora do Museu Nacional do Azulejo, de 1987 a 2007, onde desempenhou funções no inventário, gestão do acervo museológico e bibliográfico, na organização de exposições e divulgação. Entre 2008 e 2012, integrou o Departamento de Património Imaterial do Instituto dos Museus e da Conservação, I.P e o Departamento de Património Imóvel, Móvel e Imaterial da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), onde desenvolveu os sistemas de informação MatrizPix, Matriz 3.0 e MatrizNet. Em 2016, concebeu o novo Matrizweb com relevo na sua aplicação na Plataforma online dos Museus da Madeira. Participou em grupos de trabalho e projectos internacionais na área da digitalização de conteúdos culturais. É autora de artigos e monografias sobre História de Arte, documentação e normalização de inventários e realiza comunicações e ações de formação sobre inventário de bens culturais móveis, informatização e normalização de terminologias. É, desde 2014, coordenadora/formadora de cursos da Rede Portuguesa de Museus (RPM). Em 2018, em co-autoria com a DGPC, realizou o curso “Abordagem à Gestão de Museus”, em Cabo Verde e, em 2019, no âmbito da RPM, o curso “Museus e Desafio Digital” no Museu Carlos Machado, nos Açores.

Sandra Garcia, natural de Angra do Heroísmo, é licenciada em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Quadro da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, onde desempenhou funções de técnica superior e de chefe de divisão da Unidade de Cultura e Promoção, deputada municipal, presidente da Direcção da GRATER – Associação de Desenvolvimento Regional, além de coordenadora geral, em 2013, das festividades municipais Sanjoaninas. Foi deputada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, na VI Legislatura, tendo sido membro das Comissões da Juventude e Educação. Foi chefe de redacção do Jornal A União, cronista no Açoriano Oriental e no site da RTP-Açores, co-autora do livro Angra, Cidade Transatlântica e comentadora no programa “Política de Saltos Altos”, no Rádio Clube de Angra. É, actualmente Subdirectora Regional da Direcção Regional da Cultura, e vereadora à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.

 

Foto meramente ilustrativa: DR

 

Conhece os Museus Regionais dos Açores neste artigo do Top Azores!

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Outubro 21 @ 16:00
Fim:
Novembro 13 @ 17:30
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