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Vampires in Space – Crepúsculos

Novembro 19 @ 15:00 - 21:00

Vampires in Space, de Pedro Neves Marques, Representação Oficial Portuguesa na 59ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia e com curadoria de João Mourão e Luís Silva, é uma instalação narrativa que transforma, em parte, a arquitectura gótica de um Palazzo veneziano numa inesperada nave espacial, dentro da qual a existência melancólica, dramas e rotinas de cinco passageiros se desenrolam, durante uma longa viagem, de séculos, a um planeta longínquo.

Os programas públicos de Vampires in Space, intitulados Crepúsculos, são manifestações crepusculares—entre a noite e o dia, o humano e o animal, o sónico e o visual, o local e o global — que celebram a hibridização colectiva através da sintonia e colaboração entre várias entidades culturais nacionais e a justaposição de formatos e linguagens literárias, musicais, cinematográficas e científicas.  São sessões queer, inclusivas, acessíveis e abertas à participação de diversas audiências, do público especializado das artes plásticas ao público mais jovem e mais idoso e ao público geral interessado em cinema, música, literatura e ecologia.

Cada Crepúsculo compõe-se de quatro momentos complementares e inter-relacionados: Crepúsculo Sonâmbulo — Programa de filmes alineados com os temas de Vampires in SpaceCrepúsculo Opúsculo — sessão de leitura colectiva de poemas e outros textos que ecoam o espírito, ambientes e as referências Vampires in SpaceCrepúsculo Tentáculo — Sessão musical concebida em relação a Vampires in Space e Crepúsculo Vernáculo—Excursão-conversa de observação de espécies de morcegos locais com biólogos especialistas.

Crepúsculos é comissariado por Filipa Ramos.

 

15h00 – 16h45 — Crepúsculo Sonâmbulo

Screening e conversa

— em redor do trabalho cinematográfico de Pedro Neves Marques

Uma série filmes de artista que ecoam formas de contágio e transmissão em contextos tropicais entre passado e presente, história e identidade.

 

Semente Exterminadora, 2017. 28:00 min.

Um derrame de petróleo contamina a costa brasileira. Capivara, trabalhador numa plataforma petrolífera, é evacuado para o Rio de Janeiro, onde a população permanece ignorante do desastre que se aproxima. Apesar do perigo, Capivara deseja apenas retornar aos campos de extracção em alto-mar. Na cidade é ajudado por Ywy, uma mulher que o convence a viajar para a sua terra do Mato Grosso do Sul, na procura de emprego nas plantações de monocultura de soja e de milho. Nas plantações, Ywy expressa a Capivara a sua intimidade com aquelas plantações transgénicas. Ela fala-lhe da infertilidade daquelas sementes geneticamente manipuladas e de um androide como ela. Capivara, humano, é incapaz de compreender.

 

A Mordida, 2019, 26:00 min.

A Mordida baseia-se numa pesquisa concluída numa fábrica de mosquitos geneticamente modificados em São Paulo, Brasil, e inclui tanto elementos ficcionais como documentais, alternando entre o presente e um futuro imaginado. A epidemia biológica do vírus Zika, sendo combatida parcialmente através da utilização do mosquito mutante, torna-se um análogo à ascensão do conservadorismo reaccionário na política brasileira, que atingiu um novo auge com a eleição de Jair Bolsonaro.
O filme seguem os protagonistas (um homem, uma mulher, e uma mulher transexual) através destas duas crises, traçando linhas entre os horrores psicológicos e corporais, as crises políticas e médicas, a heteronormatividade estéril do laboratório e as agressões à autonomia reprodutiva. Enquanto todas estas tensões biopolíticas se expressam nas relações pessoais, como um retiro ou um refúgio da crise, os filmes apontam para a intimidade e o cuidado como futuros possíveis para além das restrições de uma mentalidade binária.

 

Tornar-se um Homem na Idade Média, 2022, 23:00 min.

Mirene e André e Carl e Vicente são casais nos seus trinta anos. Enquanto Mirene e André lutam com a sua fertilidade, Vicente decide submeter-se a um procedimento experimental, implantando um ovário no seu corpo, na esperança de ter um filho com Carl.
Um drama amoroso de subtons especulativos, Tornar-se um Homem na Idade Média é um conto íntimo sobre sexualidade queer, autonomia corporal, desejos reprodutivos, e o fantasma da normatividade.

Programa 77 min + 30 minutos de conversa

 

17h – 18h00 — Crepúsculo Opúsculo

Poesia
— Sessão de leitura de poesia com Manuella Bezerra de Melo, Pedro Neves Marques, Lendl Barcelos (tbc) e Judite Canha Fernandes.

Manuella Bezerra de Melo é autora de Pés Pequenos pra Tanto Corpo (Urutau, 2019), Pra que roam os cães nessa hecatombe (Macabéa, 2020), ambos de poesia, e de A fissura, (Zouk, 2022). É jornalista pós-graduada em Literatura Brasileira e Interculturalidade, mestre em Teoria da Literatura e investigadora no Programa Doutoral em Modernidades Comparadas: Literaturas, Artes e Culturas na Universidade do Minho, em Portugal, onde vive.

Judite Canha Fernandes nasceu no Funchal e viveu nos Açores. Publicou poesia, ficção (romance e conto) e teatro. O livro de poesia o mais difícil do capitalismo é encontrar o sítio onde pôr as bombas foi semifinalista no Prémio Oceanos em 2018. O seu romance de estreia, Um passo para sul, foi Prémio Agustina Bessa Luís em 2018, Menção Honrosa no Prémio Literário Dias de Melo em 2018, foi nomeado para melhor livro de ficção narrativa em 2019 pela Sociedade Portuguesa de Autores, foi semifinalista do Prémio Oceanos em 2020 e faz parte do Plano Nacional de Leitura 2020-2027.

 

18h30 – 19:20 — Crepúsculo Vernáculo 

Excursão-conversa

— Excursão-conversa-sessão sobre a ecologia e biologia dos morcegos nos Açores com a bióloga e conservadora Carla Goulart Silva, da Secretaria Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Direcção Regional do Ambiente e Alterações Climáticas, Divisão de Áreas Classificadas, Açores.

 

19h30 – 20h40 — Crepúsculo Tentáculo

Listening Session

— Sessão musical com Lendl Barcelos ecoando as sonoridades de Vampires in Space.

 Lendl Barcelos é artista, escritor e tem desenvolvido uma prática no campo da katafísica, que explora através de matéria sónica. Lendl tende a negociar multi-modalidades de sentir e fazer sentido. Recentemente, participou no Infinite Ear (Council), um programa de pesquisa artística e uma série de exposições desenvolvidas em diálogo com pessoas com dificuldades auditivas. Tem mostrado trabalho e organizado workshops a nível internacional e faz parte do colectivo artististico intermedia 0[rphan]D[rift>]. É frequente ouvir Lendl a rir.

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