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São Miguel: Tremor 2024 (ESGOTADO)

Março 19 | 18:30 - Março 24 | 4:00

O Tremor estará de regresso à ilha de S. Miguel, nos Açores, entre os dias 19 e 23 de Março de 2024.
Mantendo a sua estrutura programática normal, esta edição voltará a propor um conjunto de espaços de residência e novas ideias para, através da música e da arte, pensarmos novas formas de ler e viver o património açoriano.
Haverá concertos, dentro e fora de portas, momentos surpresa, as tradicionais caminhadas sonorizadas e performativas do Tremor Todo-o-Terreno, conversas e outros espaços de encontro. Voltar-se-á a trabalhar ao lado de músicos, artistas visuais, diferentes comunidades associativas do arquipélago e cidadãos para a criação de espectáculos únicos. Continuar-se-á a apostar na discussão e experimentação em diferentes áreas do conhecimento, para que se possa pensar o festival de um modo mais sustentável e surpreendente.
Novos passes de fim-de-semana, datas das inscrições do Tremor Todo-o-Terreno, Receitas do Baú, Carreira Tremor e Mini-Tremor.
Ao longo da semana haverá mais informações sobre cada assunto ao pormenor mas, para já, anotem no calendário:
21 Fev, 18:00 – Abertura das inscrições para as sessões Tremor Todo-o-Terreno
26 Fev, 10:00 – Abertura da venda Passe fim-de-semana: limitado a 250 unidades, apenas acesso aos espectáculos de dia 22 e 23 de Março no Coliseu Micaelense e Portas do Mar.
27 Fev, 10:00 – Abertura da pré-venda das viagens Carreira Tremor
4 Mar, 18:00 – Abertura de pré-venda das refeições Receitas do Baú – Na Nossa Mesa
8 Mar, 18:00 – Abertura das inscrições para as actividades do Mini-Tremor

Programa:

 

19 de Março

Das 18h30 às 20h30 – Inauguração e exposição Reinterpretando Arte Bonecreira e Presépios de Lapinha | Espaço Nóbrega.

A Arte Bonecreira remonta à segunda metade do séc. XIX, altura em que aparecem as primeiras oficinas de produção destas pequenas figuras de barro na cidade de Lagoa, em São Miguel. Actualmente, é uma forma de expressão cultural valorizada e apreciada pelos artesãos locais e pelos apreciadores de arte popular. Os bonecos, que são construídos com recurso a molde e posteriormente aperfeiçoados à mão, são cozidos e, depois, pintados com o cuidado de realçar detalhes como roupas, expressões faciais e acessórios.

Sempre em busca de novas formas de se relacionar com os Açores, a identidade da edição 2024 do Tremor habitou-se com a cor e tradição desta prática artesanal. Numa primeira fase, promoveu-se a colaboração entre João Arruda, o artesão local que moldou várias das figuras usadas nas imagens e materiais gráficos, e os artistas plásticos Gonçalo Duarte, Joana Lourencinho Carneiro, Mariana Malhão, Pascal Ferreira, Ruca Bourbon, e Sarah Klimsch, responsáveis pela construção e pintura dos primeiros três presépios e conjunto de figuras divulgados. Um encontro que, desde logo, desvendou novos universos de possibilidades e significados para a arte bonecreira e os presépios de lapinha, e que haveria de desencadear um workshop de reinterpretação aberto à comunidade, de onde nasceram mais seis propostas de presépios. Esta exposição compila esse trabalho, abrindo portas a novos futuros para esta singular tradição.

Estará patente das 10 às 18h00 nos restantes dias do festival.

21h30 – Jards Macalé | Portas do Mar.

A biografia de Jards Macalé é um testemunho da energia electrizante e do espírito inabalável de rebelião artística que marcam a sua música. Ao longo da sua carreira, Macalé manteve-se fiel à sua visão, abraçando sem remorso o não convencional e desafiando o status quo. A sua música —  canal de emoção e um espelho da sociedade — continua a tecer uma tapeçaria sonora que ressoa nas almas dos ouvintes.

Em 2022, Macalé celebrou o 50.º aniversário do seu primeiro álbum solo, uma obra-prima inovadora que uniu os reinos da música brasileira, infundindo o samba e a bossa nova com a essência ardente do rock, harmonias clássicas e o espírito improvisado do jazz.

No mesmo ano, Jards Macalé montou uma impressionante nova banda, incendiando palcos por todo o Brasil. Juntamente com Gui Held na guitarra, Pedro Dantas no baixo e Maria Portugal na bateria, Macalé evoca uma emocionante homenagem à sua ilustre obra. Uma performance ao vivo que incorpora o espírito indomável e a liberdade musical que definem este artista visionário, transportando o público para um reino onde o passado se entrelaça com o presente numa demonstração deslumbrante de proeza artística.

Das 22h30 às 02h00 – All Hands On Deck | Portas do Mar.

All Hands On Deck é um colectivo de DJs de Manchester composto por DJs mulheres, pessoas trans e não-binárias. Parte do seu trabalho inclui a organização de festas e workshops de DJing, cujo objectivo é a criação de espaços seguros, inclusivos, acessíveis e descontraídos, para que grupos sub-representados possam experimentar-se na arte de passar música.

 

20 de Março

Das 09 às 12h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S1 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

11h00 – Inauguração da exposição TREMOR Faces, 10 Years of Joy | Central Hidroeléctrica da Fajã do Redondo.

O festival Tremor celebrou 10 anos, e os fotógrafos Pauliana V. Pimentel e Paulo Pimenta uniram-se pela primeira vez para criar uma obra em homenagem a este evento tão especial para eles. O slideshow apresentado não só revela os bastidores, o lado não visível ao público, mas também destaca aqueles que tornam este festival possível– os organizadores, colaboradores, artistas – e algumas das paisagens que serviram de palco para concertos inesquecíveis.

Das 14 às 17h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S2 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

15h30Transfer – Conversa entre Tomaz Hipólito e Ricardo Baptista | Galeria Fonseca Macedo.

Das 16 às 00h00 – Orquestra Modelar Açoriana com Marshstepper | Estúdio 13.

Os Marshstepper são a mais radical encarnação da Ascetic House, o colectivo e editora sedeado no deserto de Tempe, no Arizona (EUA). Conhecidos pelo seu som visceral e pelas interpelativas performances ao vivo, o colectivo aparece como uma força primordial, que espalha faíscas de transe contra o espectáculo entorpecente da modernidade. Ocupando a esfera pública, a sua intervenção é um grito de guerra pela autenticidade, numa era de alienação, convidando os participantes a envolverem-se como elementos activos na criação de significados e ressonância emocional.

Para o Tremor, Marshstepper irá conspirar com a Orquestra Modular Açoriana para apresentar um concerto de 8 horas de duração, um devaneio audiovisual duradouro, um avanço exploratório no domínio onírico, um catalisador de momentos espontâneos e da imaginação colectiva rumo a uma comunidade sustentada pelo sentimento. Ser é o Espelho, imaculado pela reflexão, igual para todos.

18h00 – Tremor na Estufa | Localização secreta, mas fica no concelho de Ponta Delgada.

É uma aventura: o público é convidado a embarcar numa viagem que o leva a um local secreto na ilha de São Miguel, para um concerto surpresa. Os participantes são informados da localização no próprio dia, podendo chegar de meios próprios ou autocarro . Aconselha-se a levar guarda-chuva, casaco, capa para a chuva e calçado confortável.

22h00 – Sarine | Solar da Graça.

Mariano de Melo, também conhecido como Marian Sarine, é multi-instrumentista, sendo conhecido, sobretudo, pelo seu trabalho como baterista e percussionista dos DEAFKIDS. No seu projecto solo, Sarine explora as diversas potencialidades do ritmo, como princípio mais ancestral da música e como o seu recurso mais sofisticado. Os seus discos são uma busca comprovada pelos aspectos naturais e transcendentais do transe cíclico — aquele cuja força motriz e objectivo final é a aquisição de auto-conhecimento. A sua música busca inspiração em diversas fontes, desde as experiências de Charanjit Singh na modernização electrónica das ragas do Norte da Índia, até aos mestres organistas de diferentes partes de África, como Hailu Mergia, Mammane Sani e Hama.

22h15 – Colleen | Teatro Micaelense.

A francesa Cécile Schott, aka Colleen, é destemida na vontade de explorar novos sons e formas de criar música. Ao longo dos sete aclamados álbuns que lançou entre 2003 e 2021, Cécile Schott reinventou-se consistentemente. Primeiro, tirando os instrumentos acústicos do seu contexto habitual e ultrapassando os limites da sua performatividade, depois através de explorações electrónicas de vanguarda, criando um corpo de trabalho que lhe tem rendido a atenção da imprensa internacional.

A sua crescente paixão pelos sintetizadores, reforçada pelas colaborações com a Moog, cimentou o caminho para o seu 8.º álbum, Le jour et la nuit du réel, lançado recentemente pela Thrill Jockey. Construído como um conjunto de músicas, o primeiro álbum duplo da artista é também o seu primeiro trabalho puramente instrumental desde 2007, e pretende traduzir, através de uma miríade de transformações sonoras, a complexidade da nossa relação com a realidade e as suas mutações psicológicas através dos ciclos do dia e da noite.

22h45 – Hetta | Ateneu Comercial.

Quarteto conjurado no Montijo, os Hetta tocam música rápida, caótica, navegando os universos do mathcore, do screamo e do noise, aqui embrulhados num pós-hardcore que pisca o olho ao melhor que se fez e ouviu nos anos 90 e 2000. No seu EP de estreia, “Headlights”, entregam-nos uma música marcada pelos suspeitos do costume: gritos opressivos e saturados, bateria hiperactiva e guitarras incisivas. Uma parede sonora que serve de base para as explosivas actuações ao vivo da banda. Na lista de concertos que nos vão fazer suar nesta edição do Tremor.

23h15 – Faizal Mostrixx | Portas do Mar – Sala 1.

Poucos são os universos que Faizal Mostrixx não tenha coberto com a sua prática artística. Contador de histórias, produtor musical afro-futurista de vanguarda, DJ, dançarino, coreógrafo, artista visual experimental, Mostrixx é um mestre visionário que cria narrativas destemidas e poéticas através de obras multissensoriais. Apresentando histórias ousadas de África através de um prisma de contracultura, Mostrixx é um dos mais excitantes embaixadores contemporâneos da electrónica oriunda de um continente em movimento. Um pioneiro da electrónica tribal, um novo e contagiante som que entrelaça batidas e ambientes da região com paisagens sonoras da electrónica e as hipnóticas danças urbanas indígenas. O seu último álbum, Mutations, reflecte o seu estilo único, influenciado pela herança do Uganda, poli-ritmos da África do Sul e do Leste, estilos de pista de dança modernos como o footwork ou o amapiano, cantos da bacia do Nilo e gravações de campo pan-africanas.

Das 0h00 às 03h00 – Saya | Portas do Mar – Clube.

Pesquisadora musical e activista anti-racista, Saya é uma força artística multidimensional. Nascida em Santiago de Compostela, com raízes palestinianas e a residir, actualmente, no Porto, a sua jornada no mundo da música é influenciada pelos vários mundos artísticos e culturais que a rodeiam. Os seus DJ sets exploram ritmos ancestrais, do kuduro à electrónica experimental árabe, do gqom ao baile e ao rave funk. Uma jornada musical que é também um mapa pelas resistências de povos e territórios de todo o mundo. Celebremos a dissidência!

21 de Março

Das 09 às 12h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S3 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

Das 14 às 17h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S4 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

17h30 – La Jungle | Mercado Municipal da Ribeira Grande.

Apesar de inequivocamente filhos do noise rock, os La Jungle pegam em pedaços de todo o espectro musical e reproduzem-nos, ao vivo, através de sequências compulsivas e repetitivas. Hipnótica, espontânea e a pulsar de energia, sempre a pisar a fronteira de um groove interminável, a viagem épica pelo krautrock da sua música pode até compilar breves pulsações de doom oriental.

19h00 – Escola de Música de Rabo de Peixe com Sam The Kid e Convidados | Porto de Pescas de Rabo de Peixe.

Há um hip hop português antes e depois de Sam the Kid. MC, produtor e vanguardista, Sam the Kid não é só um dos principais precursores do género do país, mas também uma das suas mais genuínas e inventivas vozes. Daí que não seja de espantar o lugar particular que ocupa, aos dias de hoje, enquanto inspiração para as gerações mais jovens. Nascido em Chelas, começou a sua carreira musical em 1999 com “Entre(tanto)”. Desde então, lançou mais cinco discos a solo, tendo participado numa extensíssima lista de álbuns nacionais, como convidado ou produtor. Uma carreira particularmente marcada por uma singular vontade de partilha, que se consubstancia também em projectos que alargam os horizontes do seu trabalho artístico. Citem-se, a este propósito, o lançamento da TV Chelas — uma plataforma digital de espírito livre, onde as palavras, as rimas e as ideias dão origem a diversos conteúdos originais — e o papel dinamizador que tem na Chelas é o Sítio, uma associação sem fins lucrativos que juntou habitantes do bairro com o objectivo de trazer mais valor para uma das maiores áreas da zona de Lisboa. A convite do Tremor, Sam the Kid junta-se à Escola de Música de Rabo de Peixe e a um conjunto de convidados e músicos locais para a criação de um espectáculo inédito que gravita em torno do hip hop açoriano.

Das 19h30 às 22h00 – Arraial Cozinha Comunitária + DJ Gaivota + Convidados | Porto de Pescas de Rabo de Peixe.

Alter ego do realizador ribeiragrandense Diogo Lima para as mesas de mistura, Gaivota entretém-se na descoberta de música de geografias distintas. Entre o Índico e as Caraíbas, o Golfo Pérsico e a América, a única paragem certa é em casa. Da escuta de velhas pérolas à descoberta de futuros clássicos (com um mashup ou outro a martelo pelo meio), rodeia-se de nomes credenciados e queridos (Las Makinas, Milhafre, Paco Piri Piri) para celebrar a produção musical de raiz açoriana e imaginar relações com sonoridades de outros tempos e latitudes.

22h00 – Kate NV | Auditório Luís de Camões.

Kate NV é uma das novidades mais surpreendentes na música produzida no último ano. A partir de Moscovo, onde reside, estuda arquitectura e trabalha, Kate NV constrói universos curiosos e coloridos, em torno de personagens ilustradas, enquanto (ao vivo) improvisa música com recurso a sinos, copos de água e sintetizadores. Em “Room for the Moon”, o seu mais recente disco — onde a descobrimos em transição para um universo de composição mais surrealista —, NV atira-se, com inteligência e sensibilidade, aos universos da pop mais new wave. Aqui, Kate coloca o som, os objectos e a sua visão ritualística da música sob um microscópio, ampliando a beleza e delicadeza da vida quotidiana.

22h30 – Rezgate | Ateneu Comercial.

Foi em pleno período pandémico que Gadutra e Rezmorah cumularam esforços na criação de Rezgate. Música-dança-performance entrelaçadas como se de um feitiço falássemos, a juntar a produção live de beats e instrumentais, o movimento e voz. Depois de um longo percurso de colaborações com projectos como NoPorn, Chernobyl, Inferno London, Nídia, Trypas Corassão e Fado Bicha, a dupla prepara-se para editar o seu primeiro disco de estúdio, que nos dará outro olhar sobre o seu electro-techno sedutor. Razões mais que certas para que se estreiem, este ano, nos Açores.

23h00 – Nik Colk Void + Maotik | Teatro Micaelense.

A procura de colaborações constantes, que investiguem a intersecção da música com outras linguagens, tecnologias e saberes, é um dos eixos que marcam a programação do Tremor. Este ano, o epítome máximo desta procura será, muito por certo, o encontro entre a produtora Nik Colk Void e o artista digital Mathieu Le Sourd.

A primeira, conhecida pelas suas múltiplas explorações e colaborações nas ramificações mais experimentais da electrónica, tem vindo a criar um corpo de trabalho que se destaca pelos encontros não convencionais. Talentosa cantora e guitarrista, Void emprega sistemas modulares, cut-up sampling e técnicas estendidas para criar uma linguagem totalmente nova inspirada no techno, club e noise.

Mathieu Le Sourd, também conhecido como Maotik, tem como foco de trabalho a criação de ambientes imersivos, instalações interactivas, esculturas digitais e performances audiovisuais que joguem com as linhas de intersecção entre arte, ciência e tecnologia. Com recurso a algoritmos e outras construções matemáticas, Maotik opera elementos gráficos ao vivo, com vista a criar experiências multissensoriais que redefinam a forma como percepcionamos ou lemos os espaços.

23h30 – DEAFKIDS | Portas do Mar – Sala 1.

Autêntico palimpsesto sonoro, os DEAFKIDS são uma banda em permanente redefinição, com uma noção dinâmica de renegociação constante, sempre à procura de expandir as suas explorações criativas, de propor novos olhares sobre o som e sobre os caminhos que eles trilham. No seu último registo, Ritmos do Colapso inspiram-se no clima distópico inaugurado pelo contexto pandémico para nos proporem uma procura de sons que expandam o universo do visível. Com isso, constroem uma banda sonora de cenários imaginados sobre o futuro, emulando as sensações que gravitam em torno de um momento muito próprio da humanidade. Música urgente, do zeitgeist actual, para tempos de colapso da “democracia”, da justiça, da verdade, da realidade e do nosso sistema nervoso.

00h20 – DJ Haram | Portas do Mar – Clube.

Produtora de hip hop e electrónica, a americana DJ Haram tem chamado a atenção internacional pelo seu multifacetado trabalho dentro e fora das pistas de dança: das suas pesadas actuações ao vivo, passando pelo meticuloso trabalho de desenho de som ou a forma como cruza o booty bounce de Nova Jersey, Baltimore e Philadelphia com as suas raízes no Médio Oriente. Com uma atitude declaradamente DIY, tem-se destacado também pela forma exploratória como trabalha sobre o noise, o rap e o industrial, como é bom exemplo o trabalho desenvolvido ao lado de Moor Mother enquanto 700 Bliss. Uma estreia no Tremor para desvelar estas e outras possibilidades de alquimia de ritmos.

01h00 – Romperayo | Portas do Mar – Sala 1.
Os Romperayo soam a uma viagem musical vertiginosa através do folclore tropical colombiano, uma “perigosa” e contemporânea interpretação dos sons psicadélicos da cumbia dos anos 70 e de outros ritmos tropicais. Parte da nova cena musical colombiana, a banda tem vindo a reinterpretar as suas raízes de forma única, combinando ritmos tradicionais e electrónica moderna. Fogos-de-artifício musicais a abeirar-se da estranheza total, os seus concertos ao vivo são tão instigadores para as ancas e os pés, como para o nosso estado de espírito.
Das 02h00 às 04h00 – DJ Lynce | Portas do Mar – Clube.
Não é totalmente inusitado associar uma pessoa com uma cidade, principalmente se essa pessoa representa uma espécie de vortex de união em torno de escolhas musicais verdadeiramente pensadas para o momento e o espaço. É isto que DJ Lynce tem conquistado. Primeiro no Porto, depois um pouco por todo o país, dos clubes aos festivais. Poucas são as caras que, de forma tão imediata, se ligam com a noite nortenha e que resumem, de forma tão universal, a forma como a música electrónica é capaz de deixar memórias inesperadas nos nossos corpos.
22 de Março

Das 09 às 12h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S5 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

Das 14 às 17h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S6 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

18h00 – Tremor na Estufa | Localização secreta, mas fica no concelho da Ribeira Grande.

É uma aventura: o público é convidado a embarcar numa viagem que o leva a um local secreto na ilha de São Miguel, para um concerto surpresa. Os participantes são informados da localização no próprio dia, podendo chegar de meios próprios ou autocarro . Aconselha-se a levar guarda-chuva, casaco, capa para a chuva e calçado confortável.

21h00 – Pedro Sousa + Filipe Felizardo | Auditório Luís de Camões.

Pedro Sousa (Ponta Delgada, 1976) e Filipe Felizardo (Lisboa, 1985) juntaram-se para uma residência de criação e gravação em Novembro de 2023, a convite da Rádio Vaivém e da editora Marca Pistola. A colaboração deu origem a “Horizonte Entóptico”, um EP de seis faixas nas quais a electrónica de Sousa se alia à guitarra de Felizardo para investigar poeticamente a riqueza sonora dos Açores. Combinando vocabulários vindos tanto do krautrock e IDM, como do doom e do noise, o duo debruça-se sobre field recordings e o cancioneiro tradicional das ilhas. Uma construção que, para os músicos, se afigura como uma décima ilha onde a angústia e a tranquilidade — entre outras emoções complexas da vivência insular — se podem expressar além das palavras.

21h15 – Estrela | Solar da Graça.

A propósito de uma bendita residência em S. Miguel, a convite da Rádio Vaivém, juntaram-se Bejaflor, Mc Falcona e Sreya numa supernova banda que foi carinhosamente chamada de Estrela.

Cada um contribui com o que tem de melhor para se complementar num bonito colectivo musical que promete por todos a dançar.

21h45 – Cole Pulice | Teatro Micaelense.

Enquanto artista, Cole Pulice move-se nos campos da composição, música electro-acústica e estudo e prática do saxofone.  Depois do álbum de estreia Gloam e de colaborações com Lynn Avery e Nat Harvie, Cole Pulice regressa aos trabalhos em nome próprio com Scry. Um disco profundamente contemporâneo, incorporando saxofone/sintetizador de sopro com processamento de sinal ao vivo e electrónica. Um álbum que oscila entre o experimentalismo electro-acústico e formas mais tradicionais de beleza musical, lançando uma ampla rede sonora que destaca a versatilidade e a criatividade de Pulice na improvisação e composição.

22h00 – Glockenwise | Portas do Mar – Sala 1.

Os Glockenwise formaram-se na margem. Na margem geográfica, em Barcelos, uma pequena cidade industrial no Minho, onde a ideia de passar pela vida com anseio de fazer música — ou qualquer outra arte, para o efeito — era, ainda nos anos 2000, relativamente exótica; e na margem estética, forjados na energia inconformista do punk.

Gótico Português (o seu mais recente disco) é, se não um regresso, um olhar apreciativo da margem. Um disco que encontra os paralelos entre esse Portugal — a fervilhar de imaginação, a sua obstinada para ocupar vazios deixados pelas carências materiais, culturais e metafísicas — e a cultura de música “Do It Yourself”, que lhes permitiu transgredir os limites que pareciam à partida impostos. Gótico Português é um compêndio de temas sobre a identidade de quem está na meia-distância, dividido entre a margem e o centro, escritos para tempos de incerteza, que requerem ainda mais canções.

23h00 – PoiL Ueda | Coliseu Micaelense.

Não raras vezes os palcos dos Tremor abrem-se a encontros inusitados. É o caso deste, que cruza Junko Ueda — figura proeminente nas narrativas épicas e históricas do Japão, cuja voz profunda e quente resume as forças da natureza — e a loucura orgânica dos monstruosos PoiL enquanto praticam, sem rede, o seu rock cósmico. Se, por um lado, nos embrenhamos no impressionante e delirante trabalho de três músicos que não conhecem limites ou proibições, por outro somos catapultados para a calma através da voz sinuosa em japonês, que nos guia por uma narrativa que revisita a história de Yoshitsune, herói que trouxe vitória ao clã Genji na sua épica luta contra o clã Heike. Uma excitante e empoderada descoberta para fazer no Tremor.

00h00 – Lambrini Girls | Portas do Mar – Sala 1.

Coletivo oriundo de Brighton, as Lambrini Girls têm sido uma das bandas mais ocupadas do último ano. Elogiadas por Iggy Pop — que as indicou como a sua nova banda favorita, fazem do punk aquilo que ele é: um grande chuto na porta. Atrás de si trazem a vontade de fazer do género musical um espaço seguro para todos, gritando de frente contra preconceitos de género, privilégios patriarcais e a cultura de abuso que ainda se faz sentir nos corredores da música, da cultura e da sociedade. O seu EP de estreia, “You’re Welcome”, traz-nos 15 minutos de punk mordaz e incendiário, com faixas como “Help Me I’m Gay”, “White Van” e “Lads Lads Lads” a marcarem passo.

00h45 – La Flama | Portas do Mar – Clube.

Um regresso a casa. Criador do Baile Tropicante, um dos agitadores por detrás da linha programática do Musicbox, radialista e pai da Guadalupe, La Flama é rei em causa própria. Deu-nos a conhecer algumas das mais interessantes músicas da América Latina (e não só) e tem-nos rendidos à sua impressionante capacidade para transformar em abraços o movimento de quase todas as pistas de dança. Promessa de camisas suadas (e se calhar um ou outro tronco nu).

01h30 – Marie Davidson | Portas do Mar – Sala 1.

Não raras vezes é o mais pessoal que consegue atingir a universalidade. É provavelmente este facto que explica o porquê do trabalho de Marie Davidson conseguir tocar tantas pessoas. Nascida em Montreal, no Canadá, Davidson é produtora, DJ, cantora e compositora. Ativa há mais de uma década, o seu trabalho é caracterizado por uma entrega vocal idiossincrática e uma paleta sonora sempre expansiva. As suas performances ao vivo ganham fama mundial pela forma única como mistura percussões incisivas, sintetizadores assombrosos e melodias cativantes. Os seus discos, lançados por editoras tão relevantes como a Ninja Tune, Cititrax (Minimal Wave) ou a DFA Records, têm vindo a ser defendidos com louvor pela imprensa da especialidade.

Das 02h30 às 04h00 – ZenGxrl | Portas do Mar – Clube.

As zonas limítrofes de Lisboa são terra fértil para o surgimento de músicos de pensamento global. Este é o caso de ZenGxrl. Tendo nascido numa paisagem musical eclética e sempre próxima às suas raízes angolanas, ZenGxrl tem uma paixão profunda pela exploração das intersecções de sons e culturas. Os seus DJ sets dinâmicos transcendem barreiras e géneros, abraçando vários espaços musicais como a batida, o funk, o R&B, o amapiano e a música electrónica.

23 de Março
Das 10 às 10h45 – Mini-Tremor CRASSH_Babies #S1 Powered by Martim Cymbron | Estúdio 13.

CRASSH_Babies 1.0 é um espectáculo direccionado aos bebés e às suas famílias, numa combinação única de percussão, movimento e comédia visual, em que tudo é pretexto para produzir som com uma energia contagiante.

Com diferentes sonoridades, provenientes de objectos do quotidiano, tudo serve para estimular os sentidos dos mais pequenos e proporcionar momentos únicos entre pais e filhos.

Este espectáculo destina-se a crianças entre os 0 e os 5 anos.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 30 crianças (cada criança pode ser acompanhada de 2 adultos).

 

Das 11 às 11h45 – Mini-Tremor CRASSH_Babies #S2 Powered by Martim Cymbron | Estúdio 13.

CRASSH_Babies 1.0 é um espectáculo direccionado aos bebés e às suas famílias, numa combinação única de percussão, movimento e comédia visual, em que tudo é pretexto para produzir som com uma energia contagiante.

Com diferentes sonoridades, provenientes de objectos do quotidiano, tudo serve para estimular os sentidos dos mais pequenos e proporcionar momentos únicos entre pais e filhos.

Este espectáculo destina-se a crianças entre os 0 e os 5 anos.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 30 crianças (cada criança pode ser acompanhada de 2 adultos).

 

Das 15h30 às 16h30 – Mini-Tremor CRASSH_DuoCircus | Estúdio 13.

CRASSH_DuoCircus é um espectáculo onde duas personagens transportam o público, de uma forma intimista e bastante acolhedora, para o universo Crassh, onde o mais comum dos objectos do nosso dia-a-dia serve para produzir música, desde simples melodias a complexos e virtuosos ritmos. Aliado a uma forte componente cómica visual, de interacção com o público, e de disciplinas circenses em que o malabarismo serve também para criar música ao vivo, este é um espectáculo que combina o rigor com o caos, o calafrio com a diversão levada ao seu expoente, onde ninguém ficará decerto indiferente.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 80 pax.

 

Das 16h45 às 18h00 – Mini-Tremor Workshops de Percussão Corporal | Estúdio 13.

Orientado pelo colectivo WETUMTUM, o workshop de percussão corporal explora o corpo como instrumento sonoro da cabeça aos pés, usando a riqueza de sons e ritmos que estão sempre disponíveis e à distância de “um nada”! Com dinâmicas cheias de energia, movimento e boa disposição, mediadas por formadores experientes, desenrolam-se naturalmente, programas bem estruturados e desenhados à medida dos objectivos a alcançar.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 50 pax.

18h00 – Som Sim Zero | Jardim António Borges.

Todos os anos, o Tremor tem encontro marcado com a criação em comunidade. Fruto maior dos esforços e ideias de colaboração do festival é o projecto Som Sim Zero, resultado da já longa relação entre o colectivo ondamarela com a Associação de Surdos de São Miguel, que ganha aqui novo episódio. Desta feita, ao lado do grupo de percussão açoriano Bora Lá Tocar.

O colectivo ondamarela concebe, desenvolve e implementa projectos artísticos colaborativos. Interessa-lhe, sobretudo, a relação entre um lugar específico, um grupo de pessoas nesse lugar e um gesto artístico construído em partilha. Trabalharam com comunidades em Bragança, Ílhavo, Guimarães (Capital Europeia da Cultura 2012), La Valletta (Capital Europeia da Cultura 2018), Aldeias Históricas de Portugal, entre muitos outros projectos.

A Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM) tem como missão desenvolver e criar estruturas de apoio ao cidadão surdo, garantindo a sua autonomia, individualidade, os seus direitos e a resposta às suas necessidades, actuando de forma integrada sobre factores de exclusão social e encorajando o exercício de uma cidadania activa. Promove actividades de índole cultural, recreativa e artística, assim como intervém nos media para sensibilizar a opinião pública sobre a problemática da surdez em todas as vertentes sociais. Oriundos de Ponta Delgada, São Miguel, os Bora Lá Tocar iniciaram a sua actividade em Fevereiro de 2007, após uma acção de formação promovida pela Associação Tradições, ministrada por Paulo Tojeira, Mentor do projecto Tocándar – Marinha Grande. Integrando mais de 30 pessoas, o colectivo de percussionistas é responsável pela construção dos seus próprios instrumentos (Bombos, Timbalões e Caixas) e pela composição do imaginário rítmico popular que pauta o seu repertório.

18h30 – Suzana Francês | Igreja do Colégio.

A violinista Suzana Francês cedo revelou um interesse particular pela música. Começou a tocar violino na Escola Metropolitana de Lisboa aos três anos e pertenceu à orquestra Violinhos, através da qual deu o seu primeiro concerto no Centro Cultural de Belém, com apenas 4 anos. Após concluir os estudos em música clássica, Suzana tem vindo a explorar novos horizontes, colaborando com projectos musicais muito distintos. Destaque, a este propósito, para a colaboração em “MEIA RIBA KALXA” de Tristany, que integrou enquanto violinista e vocalista. Actualmente, tem vindo a apresentar o seu projecto a solo, com composições originais em violino, acompanhada por Ariyouok (loop station) e Célio (guitarra).

18h45 – Prison Affair | Ateneu Comercial.

Os barceloneses Prison Affair mantêm sua música directa. Som lo-fi assente em riffs de guitarra sintetizados, linhas de baixo fortes e vocais quase desumanizados, tudo isto apoiado por uma base rítmica coesa e compacta. Em cinco minutos, a sua música transporta-nos por uma viagem entre a identificação, a visita ao escritório do administrador da prisão e a cela de isolamento. Os ataques rápidos aos pratos e os efeitos sonoros herdeiros da gravação em fita são instantaneamente gratificantes para os sentidos, entregando-nos aquele som punk a 8-bits que todos precisamos.

Para os concertos ao vivo transformam-se em power-trio, juntando Adri (Brux, Psycho Tendencies) à bateria.

19h15 – Rozi Plain | Auditório Luís de Camões.

Ao longo dos seus cinco álbuns, as canções hipnóticas e suavemente distorcidas de Rozi Plain percorreram um longo caminho, desde sua cidade natal, Winchester, até a cena nacional e internacional, adquirindo uma universalidade que se reflecte num território sonoro em constante expansão, mas que mantém uma certa dimensão de intimidade local e um calor quase familiar. O som distinto de Rozi tem desejo de simplicidade e de busca pela beleza inerente das coisas. Música assente em vocais naturais — sem adornos, acompanhados pelo toque suave de uma guitarra eléctrica que ela mesma construiu, criando melodias fascinantes que deixam espaço para reflexão e colaboração.

19h45 – Azia | Raiz Clube.

Rapper e produtora radicada no Porto, AZIA é um dos nomes que mais tem dado que falar na música que nasce nas margens. Com recurso apenas à voz e uma MPC, a sua música desvela universos habitados por palavras-faca, beats densos e sujos e ambientes cavernosos e escuros. Com formação académica em piano e bateria jazz, e vasta experiência em vários géneros musicais, AZIA transporta para “Causa Torpe” (o seu disco de estreia) um olhar pouco optimista sobre o mundo que vemos perante nós. Um disco que se ergue sozinho, na noite, para nos falar de mentira e manipulação.

20h30 – P.S. Lucas | Teatro Micaelense.

Após as experimentações electrónicas a partir do património oral dos Açores, com O Experimentar Na M’Incomoda, e do início de um percurso como compositor e produtor para o grupo Medeiros/Lucas, Pedro Lucas encetou, em 2021, um percurso em casa própria onde assume a composição, escrita e interpretação das canções. Depois da estreia com In Between, o músico prepara-se para editar Villains & Chieftains, um disco que gravita em torno da urbanidade. Aqui, os choques e os encontros interpessoais retratados no primeiro LP saltam da esfera da intimidade pessoal para a esfera social da cidade. Musicalmente, as canções contam com melodias e arranjos harmónicos mais assumidamente anglo-saxónicos. Os arranjos jazzísticos mantêm-se, procurando novos espaços numa produção que explora os universos da pop mais clássica. Um espaço sonoro para o qual muito contribui a actual formação de músicos que acompanham P.S. Lucas ao vivo: João Hasselberg no baixo eléctrico, João Sousa na bateria e Pedro Branco na guitarra eléctrica. Um regresso a casa neste Tremor.

21h00 – Holy Tongue | Portas do Mar – Sala 1.

Já há muito que acompanhamos o trabalho de Valentina Magaletti, ela que esteve pelos Açores já um par de vezes. Virtuosa percussionista, Magaletti é, sobretudo, conhecida pelo seu trabalho com Vanishing Twin, Tomaga, UUUU, Raime, Nicolas Jaar and Jandek. Nesta colaboração com o produtor Al Wootton (TRULE Records, FKA Deadboy) propõem-nos um universo altamente influenciado pelo dub reggae (da linha de nomes como On-U-Sound ou Muslimgauze) e o post-punk de projectos como Liquid Liquid and 23 Skidoo. O resultado é um mundo psicadélico, livre de formas, de alta energia e espiritualidade.

22h00 – Idris Ackamoor & The Pyramids | Coliseu Micaelense.

Após seu reaparecimento com We Be All Africans, em 2016 (o primeiro capítulo de uma trilogia que incluiria os mundialmente aclamados An Angel Fell e Shaman!), o histórico frontman e saxofonista Idris Ackamoor está de volta com Afro Futuristic Dreams, um novo e épico trabalho que explora o futuro, o passado e a realidade urgente do presente. Lado a lado com a superbanda The Pyramids, apresenta uma nova jornada da sua odisseia musical intergaláctica, uma que tem vindo a expandir os limites do jazz através de visões afro futurísticas e experimentações de vanguarda. Lançado em linha com as comemorações do 50.º aniversário da banda, o novo disco representa mais um passo ousado na carreira de Ackamoor. Um que avança rumo à exploração de tradições, estilos e combinações harmónicas/rítmicas que elevam as conversas musicais a um horizonte criativo ainda não visto.

23h00 – Deli Girls | Portas do Mar – Sala 1.

Deli Girls é um projecto dance punk bombástico e carregado de emoção, com sede em Brooklyn, liderado por Danny Orlowski, cuja energia implacável tem aberto caminho nos reinos mais revigorantes do punk. Para este concerto no Tremor, Orlowski será acompanhada pelo DJ/produtor Hatechild (um dos fundadores do colectivo Melting Point). Conectados há mais de uma década no underground de Nova Iorque, são conhecidos pelos mosh pits de dança hardcore e contributos para a cultura rave local. Orlowski e Hatechild sempre partilharam valores anti-sistema e queer implacáveis: abolir a polícia, abolir as prisões! Suada e imprevisível actuação a caminho de São Miguel.

00h00 – Zancudo Berraco | Portas do Mar – Clube.

Projecto do músico e percussionista Henrique Apolinário, onde se exploram as conexões entre a dança e a hipnose, através de processos intuitivos de improvisação. Recorrendo a maquinaria analógica, Apolinário gera um fluxo contínuo que ora age sobre o corpo na forma de movimento, ora liberta a mente para dimensões insondáveis. Música de pulso do techno enredada por linhas de baixo ácidas, grooves vocais distorcidos, atonalismos sinestésicos e texturas agrestes.

01h00 – Rastafogo | Portas do Mar – Sala 1.

Com elementos oriundos de diferentes geografias brasileiras, os Rastafogo vieram para provar a força e energia do forró (e seus desdobramentos) e com isso as histórias e alegrias do povo nordestino. Música apontada para a rua, que procura condensar as múltiplas manifestações culturais da região sem com isso perder a ludicidade que serve de base a bailes quentes e dançantes. No seu currículo leem-se colaborações com artistas como Alceu Valença, Lula Queiroga, Mestre Guga Santos, Julia Vargas ou Jhon Douglas. Chegam ao Tremor à boleia de um EP recém-editado. Concerto para festa rija.

Das 02h00 às 04h00 – Meritxell de Soto | Portas do Mar – Clube.

Radicada em Barcelona, Meritxell de Soto ​​foca o seu trabalho como DJ em sons profundos e batidas fortemente dançantes, procurando que que se desconstruam algumas das ideias chavão associadas aos clubes de dança e à música que neles se faz. Energia em rotação máxima, porque o objectivo aqui é a dança, Meritxell usa e abusa de bootlegs e edições que nos apelam à memória colectiva.

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Detalhes

Início:
Março 19 | 18:30
Fim:
Março 24 | 4:00
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Local

Ilha de São Miguel
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