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São Miguel: Tremor 2024 (ESGOTADO)

Março 22 | 9:00 - Março 24 | 4:00

O Tremor estará de regresso à ilha de S. Miguel, nos Açores, entre os dias 19 e 23 de Março de 2024.
Mantendo a sua estrutura programática normal, esta edição voltará a propor um conjunto de espaços de residência e novas ideias para, através da música e da arte, pensarmos novas formas de ler e viver o património açoriano.
Haverá concertos, dentro e fora de portas, momentos surpresa, as tradicionais caminhadas sonorizadas e performativas do Tremor Todo-o-Terreno, conversas e outros espaços de encontro. Voltar-se-á a trabalhar ao lado de músicos, artistas visuais, diferentes comunidades associativas do arquipélago e cidadãos para a criação de espectáculos únicos. Continuar-se-á a apostar na discussão e experimentação em diferentes áreas do conhecimento, para que se possa pensar o festival de um modo mais sustentável e surpreendente.

Programa:

22 de Março

Das 09 às 12h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S5 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

Das 14 às 17h30Tremor Todo-o-Terreno por Lavoisier #S6 | Localização secreta.

Trilho secreto na ilha de São Miguel onde os participantes serão guiados por uma composição original que culminará com um acto performativo. A participação é sujeita a inscrição, lotação limitada. A banda sonora e a performance estão, este ano, entregues a LAVOISIER.

18h00 – Tremor na Estufa | Localização secreta, mas fica no concelho da Ribeira Grande.

É uma aventura: o público é convidado a embarcar numa viagem que o leva a um local secreto na ilha de São Miguel, para um concerto surpresa. Os participantes são informados da localização no próprio dia, podendo chegar de meios próprios ou autocarro . Aconselha-se a levar guarda-chuva, casaco, capa para a chuva e calçado confortável.

21h00 – Pedro Sousa + Filipe Felizardo | Auditório Luís de Camões.

Pedro Sousa (Ponta Delgada, 1976) e Filipe Felizardo (Lisboa, 1985) juntaram-se para uma residência de criação e gravação em Novembro de 2023, a convite da Rádio Vaivém e da editora Marca Pistola. A colaboração deu origem a “Horizonte Entóptico”, um EP de seis faixas nas quais a electrónica de Sousa se alia à guitarra de Felizardo para investigar poeticamente a riqueza sonora dos Açores. Combinando vocabulários vindos tanto do krautrock e IDM, como do doom e do noise, o duo debruça-se sobre field recordings e o cancioneiro tradicional das ilhas. Uma construção que, para os músicos, se afigura como uma décima ilha onde a angústia e a tranquilidade — entre outras emoções complexas da vivência insular — se podem expressar além das palavras.

21h15 – Estrela | Solar da Graça.

A propósito de uma bendita residência em S. Miguel, a convite da Rádio Vaivém, juntaram-se Bejaflor, Mc Falcona e Sreya numa supernova banda que foi carinhosamente chamada de Estrela.

Cada um contribui com o que tem de melhor para se complementar num bonito colectivo musical que promete por todos a dançar.

21h45 – Cole Pulice | Teatro Micaelense.

Enquanto artista, Cole Pulice move-se nos campos da composição, música electro-acústica e estudo e prática do saxofone.  Depois do álbum de estreia Gloam e de colaborações com Lynn Avery e Nat Harvie, Cole Pulice regressa aos trabalhos em nome próprio com Scry. Um disco profundamente contemporâneo, incorporando saxofone/sintetizador de sopro com processamento de sinal ao vivo e electrónica. Um álbum que oscila entre o experimentalismo electro-acústico e formas mais tradicionais de beleza musical, lançando uma ampla rede sonora que destaca a versatilidade e a criatividade de Pulice na improvisação e composição.

22h00 – Glockenwise | Portas do Mar – Sala 1.

Os Glockenwise formaram-se na margem. Na margem geográfica, em Barcelos, uma pequena cidade industrial no Minho, onde a ideia de passar pela vida com anseio de fazer música — ou qualquer outra arte, para o efeito — era, ainda nos anos 2000, relativamente exótica; e na margem estética, forjados na energia inconformista do punk.

Gótico Português (o seu mais recente disco) é, se não um regresso, um olhar apreciativo da margem. Um disco que encontra os paralelos entre esse Portugal — a fervilhar de imaginação, a sua obstinada para ocupar vazios deixados pelas carências materiais, culturais e metafísicas — e a cultura de música “Do It Yourself”, que lhes permitiu transgredir os limites que pareciam à partida impostos. Gótico Português é um compêndio de temas sobre a identidade de quem está na meia-distância, dividido entre a margem e o centro, escritos para tempos de incerteza, que requerem ainda mais canções.

23h00 – PoiL Ueda | Coliseu Micaelense.

Não raras vezes os palcos dos Tremor abrem-se a encontros inusitados. É o caso deste, que cruza Junko Ueda — figura proeminente nas narrativas épicas e históricas do Japão, cuja voz profunda e quente resume as forças da natureza — e a loucura orgânica dos monstruosos PoiL enquanto praticam, sem rede, o seu rock cósmico. Se, por um lado, nos embrenhamos no impressionante e delirante trabalho de três músicos que não conhecem limites ou proibições, por outro somos catapultados para a calma através da voz sinuosa em japonês, que nos guia por uma narrativa que revisita a história de Yoshitsune, herói que trouxe vitória ao clã Genji na sua épica luta contra o clã Heike. Uma excitante e empoderada descoberta para fazer no Tremor.

00h00 – Lambrini Girls | Portas do Mar – Sala 1.

Coletivo oriundo de Brighton, as Lambrini Girls têm sido uma das bandas mais ocupadas do último ano. Elogiadas por Iggy Pop — que as indicou como a sua nova banda favorita, fazem do punk aquilo que ele é: um grande chuto na porta. Atrás de si trazem a vontade de fazer do género musical um espaço seguro para todos, gritando de frente contra preconceitos de género, privilégios patriarcais e a cultura de abuso que ainda se faz sentir nos corredores da música, da cultura e da sociedade. O seu EP de estreia, “You’re Welcome”, traz-nos 15 minutos de punk mordaz e incendiário, com faixas como “Help Me I’m Gay”, “White Van” e “Lads Lads Lads” a marcarem passo.

00h45 – La Flama | Portas do Mar – Clube.

Um regresso a casa. Criador do Baile Tropicante, um dos agitadores por detrás da linha programática do Musicbox, radialista e pai da Guadalupe, La Flama é rei em causa própria. Deu-nos a conhecer algumas das mais interessantes músicas da América Latina (e não só) e tem-nos rendidos à sua impressionante capacidade para transformar em abraços o movimento de quase todas as pistas de dança. Promessa de camisas suadas (e se calhar um ou outro tronco nu).

01h30 – Marie Davidson | Portas do Mar – Sala 1.

Não raras vezes é o mais pessoal que consegue atingir a universalidade. É provavelmente este facto que explica o porquê do trabalho de Marie Davidson conseguir tocar tantas pessoas. Nascida em Montreal, no Canadá, Davidson é produtora, DJ, cantora e compositora. Ativa há mais de uma década, o seu trabalho é caracterizado por uma entrega vocal idiossincrática e uma paleta sonora sempre expansiva. As suas performances ao vivo ganham fama mundial pela forma única como mistura percussões incisivas, sintetizadores assombrosos e melodias cativantes. Os seus discos, lançados por editoras tão relevantes como a Ninja Tune, Cititrax (Minimal Wave) ou a DFA Records, têm vindo a ser defendidos com louvor pela imprensa da especialidade.

Das 02h30 às 04h00 – ZenGxrl | Portas do Mar – Clube.

As zonas limítrofes de Lisboa são terra fértil para o surgimento de músicos de pensamento global. Este é o caso de ZenGxrl. Tendo nascido numa paisagem musical eclética e sempre próxima às suas raízes angolanas, ZenGxrl tem uma paixão profunda pela exploração das intersecções de sons e culturas. Os seus DJ sets dinâmicos transcendem barreiras e géneros, abraçando vários espaços musicais como a batida, o funk, o R&B, o amapiano e a música electrónica.

23 de Março
Das 10 às 10h45 – Mini-Tremor CRASSH_Babies #S1 Powered by Martim Cymbron | Estúdio 13.

CRASSH_Babies 1.0 é um espectáculo direccionado aos bebés e às suas famílias, numa combinação única de percussão, movimento e comédia visual, em que tudo é pretexto para produzir som com uma energia contagiante.

Com diferentes sonoridades, provenientes de objectos do quotidiano, tudo serve para estimular os sentidos dos mais pequenos e proporcionar momentos únicos entre pais e filhos.

Este espectáculo destina-se a crianças entre os 0 e os 5 anos.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 30 crianças (cada criança pode ser acompanhada de 2 adultos).

 

Das 11 às 11h45 – Mini-Tremor CRASSH_Babies #S2 Powered by Martim Cymbron | Estúdio 13.

CRASSH_Babies 1.0 é um espectáculo direccionado aos bebés e às suas famílias, numa combinação única de percussão, movimento e comédia visual, em que tudo é pretexto para produzir som com uma energia contagiante.

Com diferentes sonoridades, provenientes de objectos do quotidiano, tudo serve para estimular os sentidos dos mais pequenos e proporcionar momentos únicos entre pais e filhos.

Este espectáculo destina-se a crianças entre os 0 e os 5 anos.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 30 crianças (cada criança pode ser acompanhada de 2 adultos).

 

Das 15h30 às 16h30 – Mini-Tremor CRASSH_DuoCircus | Estúdio 13.

CRASSH_DuoCircus é um espectáculo onde duas personagens transportam o público, de uma forma intimista e bastante acolhedora, para o universo Crassh, onde o mais comum dos objectos do nosso dia-a-dia serve para produzir música, desde simples melodias a complexos e virtuosos ritmos. Aliado a uma forte componente cómica visual, de interacção com o público, e de disciplinas circenses em que o malabarismo serve também para criar música ao vivo, este é um espectáculo que combina o rigor com o caos, o calafrio com a diversão levada ao seu expoente, onde ninguém ficará decerto indiferente.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 80 pax.

 

Das 16h45 às 18h00 – Mini-Tremor Workshops de Percussão Corporal | Estúdio 13.

Orientado pelo colectivo WETUMTUM, o workshop de percussão corporal explora o corpo como instrumento sonoro da cabeça aos pés, usando a riqueza de sons e ritmos que estão sempre disponíveis e à distância de “um nada”! Com dinâmicas cheias de energia, movimento e boa disposição, mediadas por formadores experientes, desenrolam-se naturalmente, programas bem estruturados e desenhados à medida dos objectivos a alcançar.

Esta actividade implica inscrição através da app 3cket.

Caso a lotação não esgote serão disponibilizadas vagas para não portadores de bilhete Tremor no dia à porta do evento.

Lotação limitada a 50 pax.

18h00 – Som Sim Zero | Jardim António Borges.

Todos os anos, o Tremor tem encontro marcado com a criação em comunidade. Fruto maior dos esforços e ideias de colaboração do festival é o projecto Som Sim Zero, resultado da já longa relação entre o colectivo ondamarela com a Associação de Surdos de São Miguel, que ganha aqui novo episódio. Desta feita, ao lado do grupo de percussão açoriano Bora Lá Tocar.

O colectivo ondamarela concebe, desenvolve e implementa projectos artísticos colaborativos. Interessa-lhe, sobretudo, a relação entre um lugar específico, um grupo de pessoas nesse lugar e um gesto artístico construído em partilha. Trabalharam com comunidades em Bragança, Ílhavo, Guimarães (Capital Europeia da Cultura 2012), La Valletta (Capital Europeia da Cultura 2018), Aldeias Históricas de Portugal, entre muitos outros projectos.

A Associação de Surdos da Ilha de São Miguel (ASISM) tem como missão desenvolver e criar estruturas de apoio ao cidadão surdo, garantindo a sua autonomia, individualidade, os seus direitos e a resposta às suas necessidades, actuando de forma integrada sobre factores de exclusão social e encorajando o exercício de uma cidadania activa. Promove actividades de índole cultural, recreativa e artística, assim como intervém nos media para sensibilizar a opinião pública sobre a problemática da surdez em todas as vertentes sociais. Oriundos de Ponta Delgada, São Miguel, os Bora Lá Tocar iniciaram a sua actividade em Fevereiro de 2007, após uma acção de formação promovida pela Associação Tradições, ministrada por Paulo Tojeira, Mentor do projecto Tocándar – Marinha Grande. Integrando mais de 30 pessoas, o colectivo de percussionistas é responsável pela construção dos seus próprios instrumentos (Bombos, Timbalões e Caixas) e pela composição do imaginário rítmico popular que pauta o seu repertório.

18h30 – Suzana Francês | Igreja do Colégio.

A violinista Suzana Francês cedo revelou um interesse particular pela música. Começou a tocar violino na Escola Metropolitana de Lisboa aos três anos e pertenceu à orquestra Violinhos, através da qual deu o seu primeiro concerto no Centro Cultural de Belém, com apenas 4 anos. Após concluir os estudos em música clássica, Suzana tem vindo a explorar novos horizontes, colaborando com projectos musicais muito distintos. Destaque, a este propósito, para a colaboração em “MEIA RIBA KALXA” de Tristany, que integrou enquanto violinista e vocalista. Actualmente, tem vindo a apresentar o seu projecto a solo, com composições originais em violino, acompanhada por Ariyouok (loop station) e Célio (guitarra).

18h45 – Prison Affair | Ateneu Comercial.

Os barceloneses Prison Affair mantêm sua música directa. Som lo-fi assente em riffs de guitarra sintetizados, linhas de baixo fortes e vocais quase desumanizados, tudo isto apoiado por uma base rítmica coesa e compacta. Em cinco minutos, a sua música transporta-nos por uma viagem entre a identificação, a visita ao escritório do administrador da prisão e a cela de isolamento. Os ataques rápidos aos pratos e os efeitos sonoros herdeiros da gravação em fita são instantaneamente gratificantes para os sentidos, entregando-nos aquele som punk a 8-bits que todos precisamos.

Para os concertos ao vivo transformam-se em power-trio, juntando Adri (Brux, Psycho Tendencies) à bateria.

19h15 – Rozi Plain | Auditório Luís de Camões.

Ao longo dos seus cinco álbuns, as canções hipnóticas e suavemente distorcidas de Rozi Plain percorreram um longo caminho, desde sua cidade natal, Winchester, até a cena nacional e internacional, adquirindo uma universalidade que se reflecte num território sonoro em constante expansão, mas que mantém uma certa dimensão de intimidade local e um calor quase familiar. O som distinto de Rozi tem desejo de simplicidade e de busca pela beleza inerente das coisas. Música assente em vocais naturais — sem adornos, acompanhados pelo toque suave de uma guitarra eléctrica que ela mesma construiu, criando melodias fascinantes que deixam espaço para reflexão e colaboração.

19h45 – Azia | Raiz Clube.

Rapper e produtora radicada no Porto, AZIA é um dos nomes que mais tem dado que falar na música que nasce nas margens. Com recurso apenas à voz e uma MPC, a sua música desvela universos habitados por palavras-faca, beats densos e sujos e ambientes cavernosos e escuros. Com formação académica em piano e bateria jazz, e vasta experiência em vários géneros musicais, AZIA transporta para “Causa Torpe” (o seu disco de estreia) um olhar pouco optimista sobre o mundo que vemos perante nós. Um disco que se ergue sozinho, na noite, para nos falar de mentira e manipulação.

20h30 – P.S. Lucas | Teatro Micaelense.

Após as experimentações electrónicas a partir do património oral dos Açores, com O Experimentar Na M’Incomoda, e do início de um percurso como compositor e produtor para o grupo Medeiros/Lucas, Pedro Lucas encetou, em 2021, um percurso em casa própria onde assume a composição, escrita e interpretação das canções. Depois da estreia com In Between, o músico prepara-se para editar Villains & Chieftains, um disco que gravita em torno da urbanidade. Aqui, os choques e os encontros interpessoais retratados no primeiro LP saltam da esfera da intimidade pessoal para a esfera social da cidade. Musicalmente, as canções contam com melodias e arranjos harmónicos mais assumidamente anglo-saxónicos. Os arranjos jazzísticos mantêm-se, procurando novos espaços numa produção que explora os universos da pop mais clássica. Um espaço sonoro para o qual muito contribui a actual formação de músicos que acompanham P.S. Lucas ao vivo: João Hasselberg no baixo eléctrico, João Sousa na bateria e Pedro Branco na guitarra eléctrica. Um regresso a casa neste Tremor.

21h00 – Holy Tongue | Portas do Mar – Sala 1.

Já há muito que acompanhamos o trabalho de Valentina Magaletti, ela que esteve pelos Açores já um par de vezes. Virtuosa percussionista, Magaletti é, sobretudo, conhecida pelo seu trabalho com Vanishing Twin, Tomaga, UUUU, Raime, Nicolas Jaar and Jandek. Nesta colaboração com o produtor Al Wootton (TRULE Records, FKA Deadboy) propõem-nos um universo altamente influenciado pelo dub reggae (da linha de nomes como On-U-Sound ou Muslimgauze) e o post-punk de projectos como Liquid Liquid and 23 Skidoo. O resultado é um mundo psicadélico, livre de formas, de alta energia e espiritualidade.

22h00 – Rasta Fogo | Coliseu Micaelense.

Com elementos oriundos de diferentes geografias brasileiras, os Rastafogo vieram para provar a força e energia do forró (e seus desdobramentos) e com isso as histórias e alegrias do povo nordestino. Música apontada para a rua, que procura condensar as múltiplas manifestações culturais da região sem com isso perder a ludicidade que serve de base a bailes quentes e dançantes. No seu currículo leem-se colaborações com artistas como Alceu Valença, Lula Queiroga, Mestre Guga Santos, Julia Vargas ou Jhon Douglas. Chegam ao Tremor à boleia de um EP recém-editado. Concerto para festa rija.

23h00 – Deli Girls | Portas do Mar – Sala 1.

Deli Girls é um projecto dance punk bombástico e carregado de emoção, com sede em Brooklyn, liderado por Danny Orlowski, cuja energia implacável tem aberto caminho nos reinos mais revigorantes do punk. Para este concerto no Tremor, Orlowski será acompanhada pelo DJ/produtor Hatechild (um dos fundadores do colectivo Melting Point). Conectados há mais de uma década no underground de Nova Iorque, são conhecidos pelos mosh pits de dança hardcore e contributos para a cultura rave local. Orlowski e Hatechild sempre partilharam valores anti-sistema e queer implacáveis: abolir a polícia, abolir as prisões! Suada e imprevisível actuação a caminho de São Miguel.

00h00 – Zancudo Berraco | Portas do Mar – Clube.

Projecto do músico e percussionista Henrique Apolinário, onde se exploram as conexões entre a dança e a hipnose, através de processos intuitivos de improvisação. Recorrendo a maquinaria analógica, Apolinário gera um fluxo contínuo que ora age sobre o corpo na forma de movimento, ora liberta a mente para dimensões insondáveis. Música de pulso do techno enredada por linhas de baixo ácidas, grooves vocais distorcidos, atonalismos sinestésicos e texturas agrestes.

01h00 – Maquina | Portas do Mar – Sala 1.

Chegam-nos Tomás Brito (baixo), Halison Peres (bateria, voz e letras) e João (guitarra), as três peças do corpo tripartido que compõe esta MAQUINA. Inspirados pelo krautrock, techno industrial e pela pujança do EBM, este trio tomou de assalto a música portuguesa e já marcou posição com espectáculos onde a adrenalina é combustível explosivo. Já sabemos. A MAQUINA. só vai parar quando o suor pingar na pista das Portas do Mar.

Das 02h00 às 04h00 – Meritxell de Soto | Portas do Mar – Clube.

Radicada em Barcelona, Meritxell de Soto ​​foca o seu trabalho como DJ em sons profundos e batidas fortemente dançantes, procurando que que se desconstruam algumas das ideias chavão associadas aos clubes de dança e à música que neles se faz. Energia em rotação máxima, porque o objectivo aqui é a dança, Meritxell usa e abusa de bootlegs e edições que nos apelam à memória colectiva.

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Detalhes

Início:
Março 22 | 9:00
Fim:
Março 24 | 4:00
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Local

Ilha de São Miguel
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