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Lançamento da réplica da moeda “Maluco” 80 Reis

Maio 7 @ 20:00 - 21:00

Lançamento da réplica da moeda "Maluco" 80 Reis

O lançamento da réplica da moeda “Maluco” 80 Reis terá lugar no dia 7 de Maio às 20:00 h, nos Paços do Concelho de Angra do Heroísmo.

 

O lançamento da réplica da moeda “Maluco” 80 Reis, moeda fundida em 1829, terá a apresentação do Dr. Francisco Maduro-Dias.

– Moeda fundida na ilha Terceira, nos Açores, com o bronze dos sinos, por ordem da Junta Provisora, em 7 de Maio de 1829.
Tem as seguintes características:
Anverso: MARIA II. D.G. PORT. ET. ALG. REGINA – Armas do reino
Reverso: UTILITATI PUBLICAE ILHA TERCEIRA – No campo, 80, dentro de ramos de louro, por baixo, 1829.
O seu curso foi suspenso em 1832.
– Peso – Entre 17,970 e 25,158 gramas.
– Módulo – 40,5 mm.
«Assoberbado o governo da Regência pelas excessivas despesas em Inglaterra com os emigrados e com as outras de dia para dia mais crescentes no seu reduto da Terceira, [ ] tornou-se urgente recorrer a empréstimos que sendo insuficientes, se mudaram noutra operação, a do papel moeda, estampado só para circulação na ilha Terceira e com promessa de ser amortizável – que por sinal não foi.
Estas medidas financeiras não bastaram. Viraram-se então aos sinos dos conventos e fundiram-nos, reduzindo-os a pequenas e toscas moedas de bronze com o valor facial de 80 reis denominadas pelo povo – malucos.
A sua fácil imitação animou os fabricantes de moeda falsa – e foi uma invasão de malucos de louvar a Deus que se extravasou pelas demais ilhas. Uns e outros (verdadeiros e falsos) tiveram curso legal por Dec. de 5 de Abril de 1830; mas o ministro Mousinho da Silveira por diploma de 9 de Julho de 1832, ordenou que deixassem de ser moeda corrente nos Açores e que fossem arrecadados pelo seu valor usual. Mais uma das fantasias de Mousinho.
Os malucos continuaram a circular desempedidamente. É que D. Pedro ainda na terra açoreana, preparando-se para a sua problemática aventura carecia de dinheiro.
O diploma financeiro de Mousinho causou pânico do Faial:
tomaram a valer o decreto e ninguém aceitava um maluco que fosse.
Foi preciso empregar medidas de coacção para pôr de lado o decreto e manter o uso desta moeda, como nas demais ilhas. Havia no entanto uma certa irritação pública. Desapareceram do mercado os géneros de 1ª necessidade… Reuniu-se a Câmara (sessão 04/12/1832) e achou que o caso só se remediaria com o resgate da referida moeda. No dia imediato, em presença dos principais proprietários, foi decidida a amortização, prestando-se todos a concorrer com um empréstimo colectivo em dinheiro de ouro e prata, que somou 4.867$875 reis.
A troca realizou-se imediatamente, nos dias 6, 7 e oito; – e os ânimos serenaram.
Na data em que a Câmara da Horta efectuava a troca da moeda, o ministro Silva Carvalho decretava que os sobreditos malucos ficassem em circulação pelo valor de 40 reis, prometendo indemnizar da diferença os seus possuidores. Não indemnizou nada. Os tristes possuidores foram-se para o outro mundo na doce ilusão de mais este logro constitucional…»

“Marcelino Lima” em Anais do Município da Horta, p. 442

 

Para participar neste evento inscreva-se em secretariado@cmah.pt.

Uso obrigatório de máscara.

 

Foto: Numismatas

 

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Detalhes

Data:
Maio 7
Hora:
20:00 - 21:00
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Local

Terceira – Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
Praça Velha 9701-857 + Mapa do Google