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A Música e o Mundo – Encontros Sonoros Atlânticos

Setembro 18 @ 21:00 - 23:00

A Música e o Mundo - Encontros Sonoros Atlânticos

A Música e o Mundo – Encontros Sonoros Atlânticos trata-se de um ciclo de concertos, que passa por Lisboa e pelos Açores e que tem como objectivo homenagear a obra do compositor açoriano Francisco de Lacerda.

 

Esta iniciativa chega aos Açores em Setembro, no dia 7 de Setembro, às 19:00 h, começando por São Jorge, de onde Lacerda é natural, com um concerto do acordeonista João Barradas, na Fajã da Fragueira, na freguesia da Ribeira Seca (Calheta) em que interpretará Canção Triste, do homenageado, mas também a 3.ª Suíte Inglesa, em Sol menor, de Bach, Otono Porteño e Inverno Porteño, de Astor Piazzolla, Hymn of Rememberance, de Keith Jarrett.

Na ilha Terceira, a Ermida de Santo António da Grota, no Monte Brasil, recebe a 10 de Setembro a pianista Joana Gama, que irá tocar Das Buch der Klange (O Livro dos Sons), do compositor alemão Hans Otte, um dos mais recentes projectos da pianista, às 19:30 h. Já no dia 11 de Setembro, Gustaaf  Van Mannen irá tocar obras de Francisco de Lacerda na Igreja de Nossa Senhora da Guia, às 21:00 h.

É em São Miguel que a viagem termina, com um primeiro concerto de Inês Simões e Daniel Godinho, que, no dia 15 de Setembro, apresentam, no centro de artes Arquipélago, às 19:30 h, os Wesendock Lieder, de Richard Wagner, as Trovas de Lacerda, e fazem a estreia mundial de Chants de Teika, uma obra de António Chagas Rosa, inspirada pela lírica japonesa.

O programa encerra no dia 18 de Setembro, às 21:00 h, com um recital de Sandra Medeiros e Francisco Sassetti na Igreja do Colégio dos Jesuítas, com temas de Francisco Lacerda, Freitas Branco e Vianna da Motta, bem como canções de teor mais popular.

Este ciclo de concertos é promovido pela Associação Cultural Francisco de Lacerda – A Música e o Mundo.

Francisco de Lacerda (1869-1934) foi um pianista, maestro e compositor português, natural da Ilha de S. Jorge, que se fixou em Paris, no final do século XIX, onde estudou com Charles Widor e Vincent d’Indy – a quem sucedeu na classe de Orquestra do Conservatório de Paris, por indicação do mestre -, entre outros protagonistas da modernidade da época.

Nome da chamada escola francesa, a par de Gabriel Fauré, Francis Poulenc, Paul Dukas ou Claude Debussy, com quem privou, Lacerda adquiriu notoriedade internacional sobretudo como maestro da Schola Cantorum, na viragem para o século XX, tendo trabalhado também com os regentes alemães Arthur Nikisch e Hans Richter. Em vésperas da Grande Guerra de 1914-1918, regressou aos Açores, onde se dedicou à investigação da música tradicional, de que viria a resultar um primeiro Cancioneiro Musical Português, com melodias harmonizadas para canto e piano.

Foi um dos fundadores da associação Pró-Arte, e criou o projecto Uma Hora de Arte, em Lisboa, dedicado aos operários. Na década de 1920, de novo em Paris, retomou a regência dos Grands Concerts Classiques. Em 1928, porém, a carreira internacional como maestro, cada vez mais reconhecida, cedeu à tuberculose. De regresso a Portugal, retomou a investigação da música de origem popular, que manteve até à morte, em 1934.

Poemas sinfónicos, música para bailado, peças para órgão, piano, trios e quartetos de cordas, estão entre as suas principais obras, incluindo as miniaturas Trente-six histoires pour amuser les enfants d’un artiste.

 

Entrada livre, mas com lotação limitada.

Reservas: reservas@musicaeomundo.com

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