Top Azores: 20 criaturas fantásticas dos mares dos Açores

Top Azores: 20 criaturas fantásticas dos mares dos Açores

Neste Top Azores irás conhecer 20 criaturas fantásticas dos mares dos Açores, entre peixes, moluscos, répteis e mamíferos.

 

Mergulha connosco e descobre alguns dos animais do habitat marinho dos Açores, e sem precisar de fato e máscara-de-mergulho ou cilindro de ar comprimido!

 

Cetáceos

1. Cachalote (Physeter macrocephalus)

JFontes©ImagDOP/UAc_Siaram

 

É o maior cetáceo com dentes, podendo os machos atingir 18 m. Foi o alvo da baleação açoriana, e da obsessão do Capitão Ahab, personagem do livro Moby Dick, de Herman Melville. Mergulha a profundidades que podem ultrapassar os 3 km, podendo permanecer submerso mais de uma hora. Alimenta-se sobretudo de cefalópodes, particularmente de lulas gigantes.

Os cachalotes são mais abundantes nas ilhas de S. Miguel, Faial e Pico. Várias empresas de “Whale-Watching” encarregam-se de, em segurança, levar os visitantes a um contacto com estes magníficos cetáceos no seu ambiente natural.

 

2. Baleia Azul (Balaenoptera musculus)

Foto: Naturalist Cience & Tourism

É o maior animal em toda a história do planeta.
Alimenta-se sobretudo de pequenos crustáceos, sobretudo krill. As baleias azuis têm cerca de 7.5 m de comprimento e pesam aproximadamente 3000 kg à nascença. O tamanho máximo desta espécie é de 30 m no hemisfério norte e 33 m no hemisfério sul, sendo os machos em média 2 m mais pequenos do que as fêmeas. O peso dos adultos pode chegar às 200 toneladas.

 

3. Baleia-de-bico de Blainville (Mesoplodon densirostris)

Foto: Espaço Talassa

 

As baleias de bico são os cetáceos que melhor mergulham, com registo de mergulhos a 3.000 m e tempos de apneia excedendo as duas horas. Devido à sua preferência por águas profundas e ao tempo que passam submersas, são raramente observadas. Ilhas oceânicas, como os Açores, são os melhores locais de observação.

As baleias de bico de Blainville atingem os 4.7 m de comprimento e pesos de 1000 kg. As baleias de bico de Blainville ocorrem em grupos pequenos de 3-7 indivíduos, normalmente com um macho adulto a acompanhar um grupo de fêmeas e juvenis. Os sub-adultos vivem em grupos separados.

Segundo o Espaço Talassa, os avistamentos podem ocorrer entre Abril e Outubro mas são mais frequentes nos meses de verão (Junho-Agosto).

 

4. Golfinho-roaz (Tursiops truncatus)

Foto: RGaspar©ImagDOP/UAc_Siaram

 

Uma espécie muito familiar, pelo habitat costeiro de alguns grupos. Uma das espécies mais comuns em cativeiro. A alimentação é generalista, com preferência por peixes e lulas.

Nos Açores, vemo-los muitas vezes na companhia de baleias piloto tropicais (Globicephala macrorhynchus) e falsas orcas (Pseudorca crassidens).

Contrariamente à imagem de golfinho amigável que nos foi passada pela série televisiva “Flipper”, que tornou esta espécie conhecida a nível mundial, os roazes são muitas vezes agressivos e responsáveis por causar a morte de outros cetáceos, principalmente de golfinhos comuns de bico curto (Delphinus delphis) e de botos (Phocoena phocoena).

 

5. Golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba)

RPrieto©ImagDOP/UAc_Siaram

Os golfinhos riscados nadam rapidamente e são conhecidos em muitas zonas pelo seu hábito de evitar embarcações saltando muito alto, criando grandes splashes, em alta velocidade. Noutras regiões, é frequente nadarem à proa das embarcações. São muito acrobáticos e muitas vezes saltam e realizam outras manobras aéreas.

 

6. Golfinho comum (Delphinus delphis)

Foto: JFontes©ImagDOP/UAc_Siaram

Nos Açores vivem em grupos de tamanho médio (30-50 indivíduos). O tamanho e composição dos grupos varia de acordo com o seu comportamento e com a abundância de alimento. Por vezes, associam-se com outras espécies de golfinhos, como os golfinhos riscados (Stenella coeruleoalba), golfinhos pintados do Atlântico (Stenella frontalis) e roazes (Tursiops truncatus). O período de gestação é de 10-11 meses e têm uma nova cria a cada 1-3 anos. Muitas vezes, surfam as ondas de embarcações, no entanto, quando o grupo inclui muitas crias, podem evitar os barcos.

 

Peixes

7. Tubarão azul (Prionace glauca)

Foto: Wikimedia Commons

É uma das espécies de tubarão mais comuns em Portugal. Alimenta-se sobretudo de peixes, lulas e chocos e, mais ocasionalmente, de crustáceos, pequenos tubarões, cetáceos e aves marinhas. É uma espécie com uma distribuição bastante alargada, ocorrendo na águas temperadas e tropicais de todo o mundo até aos 1160 metros de profundidade. Tem uma grande capacidade de adaptação e movimentação, fazendo migrações em que usa correntes oceânicas, e que podem atingir mais de 9000 quilómetros de distância.

Notícia curiosa: O mergulhador Stefano Ulivi, de Florença, Itália, enquanto liderava uma expedição de mergulho perto da Ilha do Pico, foi surpreendido por vários tubarões azuis ​​que se aproximaram do grupo e o rodeavam.

Um dos tubarões aproximou-se cada vez mais, ao ponto de este se chegar, gentilmente, ao pé dele, como se lhe fosse dar um beijo.

“Normalmente, os tubarões azuis são super curiosos e muitas vezes aproximam-se dos mergulhadores a uma curta distância”, disse Ulivi ao The Dodo.

Ulivi, um mergulhador experiente, sabe que os tubarões quase nunca querem atacar. Na verdade, a chance de ser morto por um tubarão é de cerca de 1 para 3,7 milhões.

Assiste ao vídeo!

 

 

8. Tubarão branco (Carcharodon carcharias)

Foto: DR

Sim, o peixe de maiores dimensões existente na atualidade, também navega no mar dos Açores. Um tubarão-branco pode atingir até 7 metros de comprimento e pesar até 2,5 toneladas. Esta espécie vive no meio do oceano e principalmente nas águas costeiras, onde prolifera maior alimento.

O tubarão branco, por se alimentar de grandes mamíferos por meio de emboscada (coloca-se a vários metros por baixo da presa, que nada na superfície ou perto dela, usando a cor escura de seu dorso como camuflagem com o fundo, tornando-se assim, invisível para a sua vítima. Quando chega o momento de atacar, avança com potentes movimentos do colo rapidamente para cima, e abre as mandíbulas. O impacto costuma chegar ao ventre da vítima, onde o tubarão a aferra fortemente), ficou com a fama de “tubarão assassino” e “máquina de matar”, mas, na verdade, é mais provável um tubarão branco se tornar vítima de um ser humano que ao contrário!

 

9. Peixe-cão (Bodianus scrofa)

Foto: JFontes©ImagDOP/UAc_Siaram

Embora a sua biologia seja em grande parte desconhecida, sabe-se que habita em fundos rochosos, entre 20 e 100 metros de profundidade. É uma espécie da família dos Labrídeos que são peixes geralmente bastante coloridos, costeiros, de águas pouco profundas, frequentando zonas rochosas ou povoamentos de algas e plantas marinhas. Em regra são solitários, mas podem ter comportamento gregário, deslocando-se em pequenos grupos.

 

10. Raia-lenga (Raja clavata) 

Foto: PWirtz©ImagDOP/UAz

 

A raia-lenga é um peixe cartilaginoso que habita águas costeiras de quase toda a Europa. O padrão de manchas e espinhos que lhe cobrem o dorso permitem-lhe viver perfeitamente dissimulada sobre os fundos de areia e rocha que habita, no fundo do mar.

 

11. Mero (Epinephelus marginatus)

Foto: JFontes©ImagDOP/UAc_Siaram

É uma espécie solitária e territorial, típica de zonas rochosas. São curiosos e afáveis, criando facilmente laços com os mergulhadores, sendo por isso muito valorizadas para o turismo sub-aquático.

O mero é uma espécie hermafrodita sequencial, atingindo a maturação sexual como fêmeas e convertendo-se em machos por volta dos 10 a 16 anos (70 a 80 cm de comprimento). A maturação sexual no meio selvagem ocorre entre os 5 e os 7 anos de idade. Podem atingir os 60 kg e viver até aos 50 anos.

Em Portugal a espécie apresenta uma distribuição ao longo de toda a costa, sendo mais comum na região dos Açores. Ocorre ainda no Mediterrâneo, Norte de África e Atlântico sudoeste. A espécie é um alvo importante da pesca comercial, desportiva e de mergulho e dado a sua baixa resiliência e grande vulnerabilidade está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como espécie ameaçada.

 

Moluscos

 

12. Polvo comum (Octopus vulgaris)

Foto: ImagDOP©ImagDOP/UAc_Siaram

Espécie de polvo mais comum nas costas dos Açores. São animais de médio e grande porte, podendo os indivíduos desta espécie atingir 1,6 m de comprimento e um peso total igual, ou até mesmo superior, a 10 Kg.

 

13. Búzio/caramujo (Charonia lampas)

Foto: FCardigos©ImagDOP/UAc_Siaram

 

Esta espécie marinha tem uma ampla distribuição: o Mar do Norte, o Oceano Atlântico Norte (Açores, Madeira, Canárias, Cabo Verde), o Oceano Atlântico (ao largo das costas africanas), o Mar Mediterrâneo e o Oceano Índico (ao largo de Madagáscar, costa leste da África do Sul).

 

14. Vinagreira-negra (Aplysia fasciata)

Foto: PWirtz©ImagDOP/UAc_Siaram

Encontrámo-la em águas superficiais, até a uns 25 metros de profundidade. De dia esconde-se nas frestas das rochas, saindo à noite em busca de alimento.

Está presente em toda a costa Mediterrânea e do Atlântico Oriental.

É a maior espécie do género Aplysia e também um dos maiores opistobrânquios que podemos encontrar nas águas Portuguesas, crescendo até 40 cm de comprimento e atingindo até 1,5 kg de massa.

O nome deriva do líquido de cor púrpura, que se parece com vinagre de vinho tinto, que deita por vezes quando se sente ameaçada.

 

15. Lesma-do-mar-tartaruga (Pleurobranchus testudinarius)

Foto: Patzenr©ImagDOP/UAz

Dos maiores opistobrânquios que podem ser vistos nos Açores. Esta lesma-do-mar assemelha-se bastante a um casco de tartaruga.

 

16. Lesma-do-mar-de-Gibraltar (Tambja ceutae)

Foto: Patzner©ImagDOP/UAc_Siaram

Este molusco com cerca de 2.5 centímetros só sobrevive graças à sua capacidade de dissuadir outros animais de o comerem devido às suas defesas químicas. E é também por esse motivo que tem atraído a atenção dos investigadores: esses compostos químicos podem vir a dar origem a produtos farmacêuticos no futuro.

Em relação à Tambja ceutae, foi descoberta (como o nome indica) em Ceuta apenas em 1988, e a sua distribuição inclui o Estreito de Gibraltar, Canárias, Cabo Verde, Madeira e Açores. Apesar de ser geralmente pouco frequente, uma expedição realizada em Agosto de 2007 que integrou um biólogo português permitiu localizar centenas de exemplares num local aparentemente improvável: o porto da Horta, nos Açores. Ao contrário de velejadores de todo o mundo, que atracam aqui para conhecerem o famoso Peter Café Sport, o que atrai a lesma-do-mar a este porto é a grande abundância do seu alimento preferido, um pequeno animal filtrador parecido com um musgo designado por Bugula dentata, como referido neste artigo da edição de 14 de novembro de 2011 da Revista Visão.

 

17. Lula Mansa (Loligo forbesi)

Foto: JForsythe©ImagDOP/UAc_Siaram

Espécie mais comum de lula costeira, bastante apreciada para alimentação. A pesca de lula-mansa nos Açores tem longa tradição e, embora não se saiba a sua origem, crê-se que esta actividade teve início durante a presença dos baleeiros americanos no arquipélago. A sua exploração é referida pela primeira vez em 1856 por Drouet, mas só existem dados estatísticos sobre as suas descargas a partir de 1948.

Mais de 80% das lulas capturadas nos Açores são exportadas para Portugal continental e Espanha e as restantes vendidas no comércio local para alimentação ou usadas como isco para a pesca.

A lula pode ser capturada entre os 80 e os 400 metros de profundidade. A sua pesca decorre ao longo de todo o ano, sendo as capturas mais elevadas entre os meses de Novembro e Fevereiro. As melhores alturas do dia para a sua captura são ao nascer do dia e ao fim da tarde.

 

18. Lapa-brava (Patella aspera)

Foto: JGonçalves©ImagDOP/UAc_Siaram

Molusco do género Patella, que aparece na zona intermareal, nas rochas. Existem principalmente duas variedades distintas: a Lapa Brava (Patella aspera ou P. onlissiponesais) e a Lapa Mansa (P. candei). A Lapa Brava é apanhada até aos 6 m de profundidade, podendo ocasionalmente atingir os 15 m. Pode atingir os 10 cm e tem cor amarelada. É esta a variedade mais comercializada. A Lapa Mansa é geralmente mais pequena e é apanhada na maré baixa. Tem a carne de cor acinzentada.

Notícia curiosa: Um estudo do Centro de Investigação em Recursos Naturais (CIRN) da Universidade dos Açores revela que as lapas da região são um “surpreendente” ecossistema com 190 espécies diferentes.

O projecto PatelGene – Estrutura Genética das Lapas no Arquipélago dos Açores analisou 707 conchas de lapa (Patella áspera), nelas encontrando uma grande quantidade de seres vivos, sobretudo algas.

 

Répteis

 

19. Tartaruga boba/careta (Caretta caretta)

Foto: JFontes©ImagDOP/UAz

A tartaruga-boba, também conhecida como tartaruga comum, percorre todos os oceanos e encontra-se com frequência na costa portuguesa, sendo normal descobrir animais juvenis nas águas da Madeira e dos Açores.

O facto de serem quentes e possuírem grandes quantidades de alimento transforma as águas da Madeira e dos Açores num ponto de atração para os animais até aos dez anos desta espécie de tartaruga.

O seu nome científico é “Caretta Caretta”, pesam cerca de 20 gramas quando nascem, mas adultas podem ultrapassar os 200 quilos. São conhecidas por fazerem longas viagens através dos oceanos, realizando mergulhos que podem chegar aos cem metros de profundidade, mantendo-se submersas durante cerca de 30 minutos.

 

20. Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriácea)

Foto: OmagDOP©ImagDOP/UAc_Siaram

A tartaruga-de couro é a maior de todas as tartarugas marinhas. Um animal adulto pesa em média 360 kg e possui uma carapaça com cerca de 1.6 m de comprimento, podendo atingir 3 m de comprimento total, ou seja, da ponta do bico até à extremidade da cauda. São grandes mergulhadoras, podendo descer aos 1000 m de profundidade. Ocorrem nos Açores quase todos os anos, sendo por vezes, infelizmente, encontradas afogadas embrulhadas em redes de pesca perdidas.

 

Já alguma vez viste algum deles? Fizeste Whale Watching ou mergulho? Qual destas criaturas fantásticas dos mares dos Açores mais o fascina? Comenta aqui.

 

Conheça aqui 13 animais autóctones e endémicos dos Açores.

 

 

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